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Tag Archives: Medicalização

MEDICALIZAÇÃO INDISCRIMINADA DE CRIANÇAS E ADOLESCENTES – MERCOSUL/RAADH/GT-NIÑOSUR/ATA N° 02/12

  Acordo sobre MEDICALIZAÇÃO INDISCRIMINADA DE CRIANÇAS E ADOLESCENTES aprovada na REUNIÃO DA COMISSÃO PERMANENTE PARA A COORDENAÇÃO E IMPLEMENTAÇÃO DE AÇÕES RELATIVAS À INICIATIVA NIÑOSUR PARA A PROMOÇÃO E PROTEÇÃO DOS DIREITOS DE CRIANÇAS E ADOLESCENTES em 04 de Setembro de 2012.

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MEC envia recomendações do MS para adoção de práticas não medicalizantes

  Em 17 de fevereiro de 2016 a SECADI (Secretaria de Educação Continuada, Alfabetização, Diversidade e Inclusão), por meio do Ofício Circular nº 01/2016, encaminhou aos sistemas de ensino as Recomendações do Ministério da Saúde para adoção de práticas não medicalizantes e para a adoção de protocolos estaduais e municipais de dispensação do metilfenidato na perspectiva de prevenir e combater a excessiva medicalização de crianças e adolescentes. Esta iniciativa se justifica face à preocupante constatação de que o Brasil é o segundo mercado consumidor mundial…

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CONANDA publica Resolução alertando os perigos da Medicalização na infância e Adolescência

CONSELHO NACIONAL DOS DIREITOS DA CRIANÇA E DO ADOLESCENTE RESOLUÇÃO Nº 177, DE 11 DE DEZEMBRO DE 2015 Dispõe sobre o direito da criança e do adolescente de não serem submetidos à excessiva medicalização. O CONSELHO NACIONAL DOS DIREITOS DA CRIANÇA E DO ADOLESCENTE, no uso das atribuições que lhe confere o inciso I do art. 2º da Lei n° 8.242, de 12 de outubro de 1991, e tendo em vista o disposto no inciso I do art. 2º do Decreto n° 5.089, de 20 de maio de 2000, e Considerando…

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Imagem: Film coated poison de www.ruffrootcreative.com

Jornada Mundial da Infância da ONU: Ministra Lorenzin dá inicio a uma comissão sobre psicofármacos para menores na Itália

Depois da recentíssima polêmica sobre os antidepressivos que estimulam ideias suicidas em crianças e adolescentes, da reação política do Parlamento Europeu que pede a retirada destes fármacos do comércio, e em ocasião da importante comemoração das Nações Unidas a Ministra da Saúde senhora Beatriz Lorenzin iniciou uma mesa técnica sobre esta delicada temática. Poma, diretor do “Giù le mani dai Bambini” diz: “Um passo muito importante, agora é necessário trabalharmos para proteger a saúde dos menores”. Os antidepressivos para crianças e adolescentes são perigosos, estimulam…

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RAP feito pelos jovens do projeto Fica Vivo

RAP feito pelos jovens do projeto Fica Vivo, de Montes Claros, e cantado no 1o Seminário Norte-Mineiro Medicalização da Educação e Sociedade, acompanhado de grafitagem! ♡

RAP feito pelos jovens do projeto Fica Vivo, de Montes Claros, e cantado no 1o Seminário Norte-Mineiro Medicalização da Educação e Sociedade, acompanhado de grafitagem! ♡

Posted by Fórum sobre Medicalização da Educação e da Sociedade on Saturday, November 7, 2015

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5 anos do Fórum sobre Medicalização da Educação e da Sociedade!

Em 11 de Novembro de 2010 foi criado o Fórum sobre Medicalização da Educação e da Sociedade como resultado político do I Seminário Internacional “A Educação Medicalizada: Dislexia, TDAH e outros supostos transtornos”. Após 5 anos, o Fórum espalhou-se pelo Brasil em núcleos e em ações no legislativo, nas pesquisas acadêmicas, publicações e junto aos profissionais dos serviços de educação e saúde. Nesse ano, os eventos que marcam as comemorações dos 5 anos do Fórum irão ocorrer em diversos estados! Confira a agenda e comemore conosco!…

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Ministério da Saúde publica Recomendações sobre o uso abusivo de medicamentos na infância

As Coordenações Gerais de Saúde da Criança e Aleitamento Materno, Saúde dos Adolescentes e dos Jovens e a Coordenação de Saúde Mental, Álcool e Outras Drogas do Ministério da Saúde divulgaram nesta quinta-feira (01/10) uma recomendação para que Estados e Municípios publiquem protocolos de dispensação de metilfenidato, cujo nome comercial é Ritalina ou Concerta, seguindo recomendações nacionais e internacionais para prevenir a excessiva medicalização de crianças e adolescentes. A medida foi tomada diante da tendência de compreensão de dificuldades de aprendizagem como transtornos biológicos a…

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NOTA TÉCNICA: O CONSUMO DE PSICOFÁRMACOS NO BRASIL, DADOS DO SISTEMA NACIONAL DE GERENCIAMENTO DE PRODUTOS CONTROLADOS ANVISA (2007-2014)

NOTA TÉCNICA: O CONSUMO DE PSICOFÁRMACOS NO BRASIL, DADOS DO SISTEMA NACIONAL DE GERENCIAMENTO DE PRODUTOS CONTROLADOS ANVISA (2007-2014). Faça o download aqui.    

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IV Seminário Internacional A Educação Medicalizada: DESVER O MUNDO, PERTURBAR OS SENTIDOS

“Era preciso desver o mundo para encontrar nas palavras novas coisas de ver” (Manoel de Barros – O menino do mato).           O Fórum Sobre Medicalização da Educação e da Sociedade e a Universidade Federal da Bahia apresentam o IV Seminário Internacional “A Educação Medicalizada: desver o mundo, perturbar os sentidos”. Medicalização é o processo artificial por meio do qual se ocultam questões históricas, políticas, culturais, econômicas, sociais e afetivas do fenômeno, reduzindo sua complexidade a supostas doenças, transtornos ou distúrbios…

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NOTA PÚBLICA DO FÓRUM SOBRE MEDICALIZAÇÃO DA EDUCAÇÃO E DA SOCIEDADE SOBRE A MOROSIDADE NA PUBLICIZAÇÃO DOS DADOS DO CONSUMO DE MEDICAMENTOS CONTROLADOS PELA ANVISA

O plenário do Fórum sobre Medicalização da Educação e da Sociedade, reunido em sua reunião ordinária realizada no dia 28 de Fevereiro de 2015, decidiu vir a público expressar o seu descontentamento com a morosidade na publicização dos dados do consumo de Cloridato de Metilfenidato (Ritalina®), Cloridato de Metilfenidato (Concerta®), Cloridrato de Metilfenidato (Ritalina LA®), Lis-dexanfetamina (Venvanse®), Atomoxetina (STRATTERA®) e Clonazepam . Os dados, solicitado em ofício enviado no dia 10 de Setembro de 2014 ao Sistema Nacional de Gerenciamento de Produtos Controlados com cópia…

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Construção Coletiva de Análise da Minuta de Resolução CONAD que regulamenta comunidades terapêuticas

A proposta desse documento é construir coletivamente uma análise que possa ser discutida de forma aberta entre os membros do Fórum sobre Medicalização da Educação e da Sociedade e seus simpatizantes. Partindo do pressuposto da necessidade de se criar uma discussão horizontal em tema tão delicado, propomos que qualquer pessoa, ativista da área ou não, possa analisar, questionar ou ponderar a Minuta de Resolução abaixo. As análises, sugestões e questionamentos serão compilados e enviados para o CONAD. A data limite para o envio dos comentários…

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Fórum sobre Medicalização da Educação e da Sociedade – 4 anos de alegria e luta

Entre os dias 10 e 11 de Novembro de 2010, diversos profissionais, pesquisadores e ativistas da saúde e da educação se reuniram no I Seminário Internacional “A Educação Medicalizada: Dislexia, TDAH e outros supostos transtornos”, na cidade de São Paulo. Nesse evento pessoas de outros estados e cidades, como Bahia, Rio de Janeiro, Espírito Santo, Paraná, entre muitos outros, estiveram presentes e, juntos, lançamos o manifesto que fundou o Fórum Sobre Medicalização da Educação e da Sociedade. Desde lá, 4 anos se passaram. Mas nosso…

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Dossiê sobre Medicalização da Educação e da Sociedade

O Dossiê sobre Medicalização da Educação e da Sociedade é um documento produzido pelo Fórum sobre Medicalização da Educação e da Sociedade para sensibilizar o legislativo, o executivo e gestores públicos e privados. Para baixar o documento clique em aqui.    

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Psicofármacos na infância induzem o suicídio?

             Um estudo publicado no British Medical Journal (BJM), de um grupo de pesquisadores do Karolinska Institutet, de Estocolmo, no qual se sustenta que a administração de psicofármacos à crianças e adolescentes com TDAH (Transtorno de Déficit de Atenção e Hiperatividade) não só não induz potencialmente o suicídio, como afirmam muitos especialistas do Food and Drug Adminstration USA, mas poderiam, ao contrário, reduzir o limiar de ideação suicida das crianças em tratamento, tem causado muitas discussões. Segundo os pesquisadores do…

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A TECNOLOGIA A FAVOR DA DESMEDICALIZAÇÃO. POTENCIALIZANDO ARENAS DE DISCUSSÃO.

*Texto originalmente publicado na Rede Humaniza SUS.

 

É senso comum pensar na tecnologia como algo antitético aos processos humanos. Essa imagem surge de um pressuposto simples, a de que existe um homem natural de um lado e de outro um sócio-tecnológico. Não vamos desconstruir essa noção nesse texto, mas vamos apenas afirmar que o ser humano é um ser tecnológico por ‘natureza’, e grande parte do que chamamos de ‘instinto’ é cultural e historicamente moldado. Pensar o ser humano dentro da tessitura social inclui as suas relações com as tecnologias, criadas e desenvolvidas por ele mesmo.

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E é por isso que o Fórum sobre Medicalização da Educação e da Sociedade vem apostando, desde o seu início, em novas formas de atualizar a potência da vida, e uma de suas estratégias tem sido o uso das tecnologias e mídias sociais. No mundo contemporâneo, a vida está perpassada pelas redes sociais, telefones celulares, web-conferências e nada mais estratégico do que ocupar esses espaços para promover a desmedicalização. A página do Facebook do Fórum conta com mais de 12mil seguidores, mas a pergunta que sempre nos fazemos é em que medida essas ferramentas realmente potencializam nossas ações. Não estaríamos apenas replicando a estética vigente do consumo e da espetacularização?

É no sentido de avaliar essas ações que o II Simpósio Baiano “Medicalização da Educação e da Sociedade: da crítica à construção de práticas desmedicalizantes” foi um evento em que testamos, mais uma vez, as ferramentas de transmissão online.

O evento contou com programação que incluiu um Conversando sobre o Fórum sobre Medicalização da Educação e da Sociedade e o Minicurso sobre Queixa Escolar, esse último ministrado por Beatriz de Paula e Souza. Encerrando as atividades do dia contamos com a exibição do Filme Tarja Branca seguida por uma sessão de debate e brincante com Lucas Luludico.

mesa de abertura fugiu do formalismo protocolar para lembrar as questões contemporâneas da aniquilação da vida, seja a biológica ou dos desejos. Como falar de novas formas de viver quando nos deparamos com forças totalizantes?

A tônica do evento foi a de ir além da crítica, e por isso as apresentações mostraram caminhos para potencializar os questionamentos e as ações propositivas e de interferência em nossa sociedade.

A abertura do evento foi uma crítica ‘lateral’ à medicalização, afinal, existe um ser medicalizante em nós?

A mesa (Des)Medicalizando a linguagem trouxe importantes contribuições para pensar o processo de leitura e de escrita como inseridas em processos culturais e sociais, e não naturais. O processo de escrita é sobretudo de experimentação, e não se pode limitá-lo às explicações orgânicas e/ou biológicas.

E se A educação não precisa ser medicalizada, Helena Rego Monteiro mostrou a potência das falas dos professores que nos lembram que ensinar é prática mais próxima ao artesanato do que da aplicação de métodos e kits de ensino, práticas em voga.

Modelos de escolas possíveis, e a urgência de novos formatos foi o recado de Beatriz de Paula Souza.

Demian Reis relembra o papel do brincar e o papel do palhaço no contexto da aprendizagem.

Na mesa Políticas Públicas e medicalização: avanços e desafios, Marilene Proença nos mostra como no cenário brasileiro, a educação como direito é um projeto em eterno debate e como por vezes acaba sendo cooptado por lógicas medicalizantes.

Walter Takemoto relata de que forma modelos de políticas públicas não se adequam à realidade local, afinal, uma escola que funciona tem receita?

Para as 400 pessoas que circularam pelo Simpósio, ele foi um espaço de troca; sentadas, observando as falas da porta de vidro ou pelo telão do lado de fora a experiência foi enriquecedora.
No Facebook o comentário de Cauan Reis mostra o que foi o evento.

“Levando em consideração os aspectos fundamentais do processo educativo da vida humana, a leveza com que a vida deve ser tratada, bem como a sua seriedade, não posso dizer outra coisa que não seja afirmar que este evento foi na medida exata da competência, da ética e da graça. Falar sério (mas com brincadeira e humor) de um assunto tão histórico, abordá-lo de uma forma lúdica e interdisciplinar é sem dúvidas edificador. Eu estou me formando em Psicologia agora, ou seja, ainda engatinhando eu diria, e ter acesso aos vários debates ocorridos me instigou ainda mais a correr atrás da defesa da educação da vida da forma como deve ser feita, sem naturalizar possíveis equívocos que não se “remediam” com química/medicamentos/drogas. A vida precisa retomar seu rumo humanizado e, sob o meu ponto de vista, este foi o objetivo – muito bem alcançado, eu diria – do II Simpósio. Parabéns aos organizadores e ao Fórum de Medicalização! Massa! Eu quero mais!”

Mas e para quem assistiu tudo à distância? Como terá sido?

Maria Izabel, soteropolitana, mas há três meses no Porto, Portugal, nos passa o seu relato.

“Tão perto de tão longe… assim me senti ao acompanhar de Portugal o II Simpósio Baiano “Medicalização da educação e sociedade: da crítica à construção de práticas desmedicalizantes”.
A tecnologia se constituiu como uma ferramenta que ampliou minhas possibilidades.
Não podia estar em dois lugares tão distantes ao mesmo tempo, mas graças a ferramenta a minha atividade foi ampliada ilimitadamente. E, então, sem precisar atravessar o Oceano Atlântico participei do Simpósio. A distância (6.756,36 km) deixou de ser empecilho e com a transmissão online ao vivo a participação foi possível. De um lado, em Salvador-Bahia-Brasil, filmadora, computador com conexão de internet, programas e sinal para a transmissão, mesa de som, microfone, cabos, fios; do outro lado, em Porto-Portugal, notebook com conexão de internet. A parafernália de instrumentos garantiu a proximidade, o que significa dizer que a invenção (ou melhor, um conjunto de inventos) do ser humano encurtou a distância. Interessante que, além da possibilidade de assistir o evento, a tecnologia possibilitou a participação e o contato com as pessoas através da comunicação no facebook e no chat do canal de transmissão. Assim, a participação foi garantida e potencializada com a troca e o diálogo.”

Os novos territórios e espaços de mobilização e atuação começam a subverter a geografia cartesiana clássica, nesse novo mapa humano a tecnologia nos auxilia a debater temas tão importantes de forma democrática e cada vez mais abrangente.

Novos tempos e novas formas de organização que precisam ser constantemente pensados, em 18 de Outubro, o Fórum se reune para repensar suas ações e rumos em seu II Seminário Interno.

Defender a diversidade dos modos de aprender e viver depende do constante questionamento das forças totalizantes.