Fórum sobre Medicalização da Educação e da Sociedade Simpósio internacional, realizado em Salvador, debateu a medicalização da educação – Fórum Sobre Medicalização da Educação e da Sociedade

Simpósio internacional, realizado em Salvador, debateu a medicalização da educação

Evento, considerado um sucesso, contou com público médio de 500 pessoas por palestra. Debates repercutiram na sociedade

 

Palestras internacionais, pesquisadores conceituados, debates em busca de alternativas a políticas públicas voltadas à educação e saúde e, de quebra, muita poesia, dança e a alegria contagiante do povo baiano. Este é apenas um pequeno recorte do que foi o “I Simpósio Internacional e I Simpósio Baiano Medicalização da Educação e da Sociedade: Ciência ou Mito?”, realizado no final de maio, no Centro de Convenções, em Salvador.

Gratuito e aberto ao público, por três dias, o evento debateu a maneira como crianças em idade escolar que não atendem às expectativas da escola e das famílias são diagnosticadas e tratadas como doentes, ao invés de receberem acompanhamento educacional adequado. Tendo como público alvo, principalmente, profissionais e estudantes ligados às áreas da educação e saúde, o Simpósio contou com a participação de um público médio de 500 pessoas por palestra. Por abordar um tema importante à sociedade o evento foi amplamente divulgado pela imprensa local, com mais de 30 inserções na mídia, entre jornais impressos, programas jornalísticos de tv, rádios e sites.

As mesas de discussões contaram com temas como “Medicalização do comportamento e da aprendizagem”, “Direitos Humanos e Políticas Públicas Medicalizantes de Educação e Saúde”, além de discutir especificamente a Dislexia e o TDAH. Entre os conceituados palestrantes, estiveram presentes o norte-americano, Dr. Steven Strauss (Departamento de Neurologia do Hospital Franklin Square – Baltimore – USA), os argentinos, Dr. Leon Benasayag (da Faculdade de Medicina da Universidade de Buenos Aires), e Dra. Gisela Untoiglich (Programa de Pós-Graduação em Psicologia da Universidade de Buenos Aires), e a pediatra da UNICAMP Maria Aparecida Affonso Moysés.

Durante as palestras, números alarmantes foram divulgados. Se em 2000, foram vendidos no Brasil 71 mil caixas de Metilfenidato, medicamento psiquiátrico usado para tratar o Transtorno por Déficit de Atenção e Hiperatividade (TDAH), em 2008, este número saltou para 1,14 milhão de caixas. Já em 2010, a venda havia crescido para 2 milhões. Os dados são da Agência Nacional de Vigilância Sanitária – ANVISA. “Diante de números como esse, que parecem ignorar a perceptível piora da escola brasileira, é mais do que urgente debater o que está acontecendo com especialistas. Entendemos que só assim conseguiremos superar os entraves que vem impedindo que o processo de escolarização aconteça de forma bem sucedida”, declara Lygia de Sousa Viégas, pesquisadora da Faculdade de Educação da Universidade Federal da Bahia (UFBA) e membro da secretaria executiva do Núcleo Bahia do Fórum sobre Medicalização da Educação e da Sociedade.

Além das palestras e debates científicos, como não poderia faltar na tradição baiana, também ocorreram apresentações culturais, como o Grupo Renascer de Samba de Roda de Idosas e Idosos do Hospital Irmã Dulce, o Este tal Recital (grupo do Sarau Bem Legal), e o Grupo Tempo de Capoeira Regional, do Mestre Tony. O evento foi organizado pela Faculdade de Educação – UFBA e Fórum sobre a Medicalização da Educação e da Sociedade – Núcleo Bahia, tendo apoio da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado da Bahia – FAPESB. As principais colaborações foram do Instituto de Ciências da Saúde – UFBA, Conselho Regional de Psicologia, as Secretarias de Saúde e de Cultura da Bahia, além da Faculdade Social da Bahia.

 

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