Fórum sobre Medicalização da Educação e da Sociedade O que é ciência, afinal? | Fórum Sobre Medicalização da Educação e da Sociedade
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O que é ciência, afinal?

Esse texto propõe ser um anexo à Carta de Esclarecimento à Sociedade sobre o TDAH, seu diagnóstico e tratamento escrita pela Associação Brasileira de Psiquiatria e pela Associação Brasileira de Déficit de Atenção. Como ocorre em muitos textos acadêmicos e científicos, o anexo explica muito do não-dito no corpo do texto principal e desenvolve pontos que ficaram de fora por uma questão de restrição de tamanho ou por não serem devidamente tratados ou discutidos. É nesse segundo ponto que esse anexo se encaixa ao desenvolver o tópico central do argumento dos autores.

 A ‘ciência’ nos dias de hoje.

No mundo contemporâneo poucas são as palavras que tem o poder de agrupar e ao mesmo tempo calar opiniões quanto o termo ‘científico’. Ciência é algo que surge quando queremos impor, ou sermos convencidos de, certos fatos incontestáveis que mudam nossa vida de forma retumbante, e que transformam os nossos desejos, quereres e poderes. Explicado nesses termos o leitor já deve começar a perceber uma analogia de fundo: a ciência, no séc. XXI, é a nossa religião. E como todo o ato de professar a fé, ela é muitas vezes revestida e encapuzada de uma visão autoritária e totalitarista. É por isso que todos aqueles que são contrários a algum tipo de argumento ‘científico’ são acusados de caluniadores, místicos, difamadores ou, na pior das desqualificações possíveis em um mundo positivista e ilustrado, são acusados de defenderem opiniões sem embasamento científico. Ou seja, no início e no fim, as questões sérias e ‘duras’ da humanidade seriam assunto da ciência e dos seus cientistas, contestáveis apenas com dados cientificamente baseados.

Eu gostaria de entrar nessa contenda com argumentos da “Ciência”, apresentando inúmeros dados e pesquisas que contextualizam e contestam as informações colocadas na Carta de Esclarecimento à Sociedade sobre o TDAH, seu diagnóstico e tratamento. Entretanto, por me entender primeiramente como um ente político e, principalmente, por duvidar dos pressupostos levantados e defendidos quando essa carta refere-se ao termo “cientifico” é que gostaria de desenvolver minha posição de antropólogo da ciência e da medicina. O tom da minha intervenção é contestatório e questionador, e é na inversão desse tipo de inquisição científica — promovida por esses grupos que tentam desqualificar qualquer argumento embasado em outro paradigma de ciência e em outros métodos de pesquisa como se fosse não-‘científico’–  que gostaria de pontuar esse debate.

Antes de começar, é preciso dizer que essa não é uma reedição tupiniquim da Science Wars que animou a academia norte-americana em fins da década de 1980. Nesse atual debate em que me insiro, não há uma questão epistemológica e científica de fundo, ou pelo menos adversários desse porte. O que está em jogo é o uso interessado que certas entidades profissionais e de ativistas de causas da saúde fazem do termo científico para desqualificar seus questionadores e promover a inserção de suas propostas na agenda da política pública brasileira.

Mas será que esse não seria realmente um embate entre cientistas? Vejamos. A história da medicina não esteve sempre associada ao modelo científico encontrado nos dias de hoje, como nos fazem acreditar os defensores da existência nosológica do Transtorno de Déficit de Atenção. Até o início do séc. XX, muito do que se entendia como pesquisa na área da saúde baseava-se na coleta de relatos e estudos de casos[i], como é a descrição do comportamento infantil agitado feita por Alexander Crichton, em 1798, e que para alguns se torna o primeiro relato “científico” do TDAH. Ora, fazer uso desse tipo de relato e argumento histórico só faria sentido se utilizado como anedota comparada a tantas outras patologias em voga na época, como o transtorno das mulheres histéricas, a síndrome das mulheres ninfomaníacas, a deterioração da raça mestiça, a prática desviante da inversão sexual, a epidemia das crianças onanistas, entre tantas outras certezas científicas e biológicas da época[ii].

É claro que, no séc. XX, com o desenvolvimento da epidemiologia e a sua associação com a estatística, o entendimento do que seja ciência dentro da medicina sofre grande transformação: o modelo passa a ser matemático-biológico e é expresso em números relacionados a organelas e enzimas do corpo. O desenvolvimento das pesquisas biomédicas é tamanho que se cria um método específico e, desde então, o mais científico de todos: o ensaio clínico duplo cego.

É nesse ponto que devemos nos ater: quando pesquisadores em medicina falam em ciência, eles repetidas vezes referem-se ao ensaio clínico duplo cego ou variações desse modelo. Ou seja, para ganhar status de científica dentro da medicina, a pesquisa precisa ser quantitativa, baseada em amostra delimitada estatisticamente, com os devidos avais de instâncias sanitárias e éticas, e testada em dois grupos diferentes, um que recebe a substância cuja eficácia precisa ser comprovada e outro que não a recebe.

Não me insiro nessa discussão para questionar os limites desse tipo de investigação, fazê-lo nesse espaço seria tão absurdo quanto desconsiderar a escrita como instrumento e ferramenta de pesquisa. Além do mais, é necessário lembrar que, assim como as palavras, o ensaio clínico duplo cego é uma ferramenta de pesquisa. E como toda ferramenta, é preciso saber utilizá-la corretamente.

Entretanto, não é essa a minha opinião sobre o modo como esses ensaios vêm sendo conduzidos ultimamente. Uma opinião confirmada quando esses ensaios são avaliados por centros independentes especializados em pesquisa quantitativa, grande parte desses ensaios são descartados por não preencherem os critérios de rigor metodológico. Mas porque isso acontece?

Parto agora para iluminar alguns pontos cegos nesse tipo de pesquisa intimamente associada a um modo de produção do conhecimento contemporâneo. É preciso falar sobre um equacionamento delicado existente entre indústria farmacêutica, pesquisa biomédica e mercado de saúde.

Nesse ponto, compartilho minha preocupação com a de diversos pesquisadores[iii] que indicam que, desde o fim do séc. XX, há o amadurecimento de uma complicada relação entre a indústria farmacêutica e a pesquisa acadêmica biomédica para o desenvolvimento do mercado de saúde. É necessário deixar claro que nessa relação, entre indústria e pesquisa, o ‘desenvolvimento do mercado de saúde’ significa o aumento de pessoas consumidoras de produtos da indústria farmacêutica. Consumidores das mercadorias mais óbvias – como os diversos remédios e fórmulas – e dos seus outros produtos – como os testes de imagem. Fato é que, nos dia de hoje, só se pode ser doente ou saudável desembolsando grande parte do seu orçamento a um aparato ligado e influenciado pela indústria farmacêutica, a mais rentável no mundo atual.

Esse parece um quadro óbvio: desenvolvimento científico e especialização do conhecimento, que se traduz no encarecimento dos procedimentos, gerando mais rendimento e lucro. Entretanto, esse lucro anual recorde só é possível por meio de uma intricada relação que envolve diversos atores, ultrapassando questões profissionais, atos médicos, conselhos profissionais, relações internacionais e de soberania nacional. Nós estamos diante da consolidação de um intricado arranjo que sequestra nosso medo da doença e nossa fobia do sofrimento, por meio do alargamento do que é considerado não saudável. Não estamos dentro de uma briga entre psiquiatras e psicólogos, mas observando esse momento onde há o sequestro do que consideramos saúde e doença pela indústria farmacêutica. Nossa fase histórica marca a passagem do fenômeno da construção social da doença para a produção industrial do doente. Mas como ela funciona?

O ‘paradigma’ norte-americano à brasileira

 

Para explicar como essa intricada relação é tecida, gostaria de me concentrar no fim do séc. XX, que marca a ascensão de um novo modo de ser e estar da indústria farmacêutica no mundo. O país gerador dessas mudanças são os Estados Unidos; o lobby da indústria farmacêutica inicia, em 1997, uma intervenção na política do FDA (Food and Drug Administration) e, em 1999, consegue derrubar a interdição dos anúncios e propagandas dos remédios. Com essas novas regras, a indústria farmacêutica dos Estados Unidos levou ao extremo a máxima que diz “a propaganda é a alma do negócio” deixando a cargo dos experts em marketing o comando dos setores de pesquisa e desenvolvimento de novos produtos.

Essa união passou uma imagem clara: dentro do plano de negócios, só é pesquisa científica o que pode ser rentável e que possa gerar remédios que vendam muito, verdadeiros blockbusters. Desde então, os Estados Unidos vivem a ascensão de doenças fabricadas em função de remédios e pensadas como planos de negócios. Os remédios são testados por professores universitários que recebem todo tipo de prêmio e insumo; laboratórios e bolsas de pesquisa são ofertados a essas instituições e aos jovens cientistas; o nome do remédio é impresso em blocos de anotações, canetas, entregues em ações de marketing aos profissionais de saúde; eventos e jantares são oferecidos aos formadores de opinião da área; a população é cooptada por ‘campanhas de conscientização’ e na proliferação dos ‘dia de atenção’ a tal e qual enfermidade; oficinas gratuitas são realizadas a pacientes para que esses conheçam os benefícios dos mais novos tratamentos farmacológicos para demanda-los aos seus médicos; revistas científicas publicam ensaios pagos e encomendados para demonstrar a eficácia de tal tratamento; entre outras estratégias que poderiam se alongar por páginas e páginas. E é esse o modelo que vigora nos Estados Unidos e revela que grande parte da produção científica em saúde daquele país é patrocinada pela indústria farmacêutica.

Poderíamos imaginar que verdadeiros cientistas produziriam conhecimento sem a pressão de seus patrocinadores. No Brasil, recebemos bolsa do governo e mesmo assim podemos realizar pesquisas que criticam o governo ou a sua gestão das políticas públicas. Entretanto, não foi essa a conclusão de Márcia Angell, após sua experiência de duas décadas no periódico New England Journal of Medicine, um dos periódicos científicos mais respeitados em todo o mundo. Sua afirmação é categórica: vivemos em um mundo à mercê da indústria farmacêutica, que controla, influencia e corrompe até os meios acadêmicos e científicos, forjando dados e escondendo fatos para favorecer a imagem imaculada e eficaz de seus produtos.

É claro que uma acusação desse porte deve ser feita com mais dados e evidências, e é nesse ponto que não somente Márcia Angell, mas uma série de cientistas e ativistas, nos quais me incluo, coletam relatos para questionar e denunciar os atuais rumos do mercado de medicamentos. Com a flexibilização dos anúncios e o poder de decisão dos departamentos de marketing dentro das indústrias farmacêuticas, nos Estados Unidos, temos um novo quadro no mundo: o ensaio clínico duplo cego, considerado o mais científico e rigoroso dentro da biomedicina, vem sendo vendido e realizado com fins mercadológicos e pouco científicos. A expansão de CROs (Clinical Reseach Organizations), empresas de pesquisa clínica privada, mundo afora e preferencialmente nos países em desenvolvimento – como a América Latina, China, Índia e Leste Europeu – vem sempre acompanhada de relatos de infração ética, questionamentos sanitários, manipulação de resultados, de amostras e de vidas[iv]. Uma cadeia produtiva internacional que a todo custo faz questão de afirmar que possui dados rigorosos e científicos.

Nos Estados Unidos, produzindo dados desde a pesquisa até o consumo final, o sentido dessas pesquisas científicas é o de gerar produtos para a indústria farmacêutica vender remédios. Mas, como esse padrão estaria presente no Brasil?

Da mesma forma e grau que nos Estado Unidos, à parte de nossa legislação proibir o comercial de remédios na mídia, a classe dos profissionais da saúde vive em meio a um perigoso relacionamento com a indústria farmacêutica. Além dos stands em congressos que oferecem bolsas, bloquinhos, champanhe e sorteio de viagens[v], pululam oficinas de ‘educação continuada’ onde representantes da indústria farmacêutica oferecem capacitação sobre como prescrever novos medicamentos aliada à possibilidade de ser contemplado com uma viagem de cruzeiro. A associação entre capacitação técnica e prêmios soa bizarra, mas é apenas a comprovação de que estamos diante de táticas de marketeiros e não de cientistas. Tática parecida é utilizada com as associações de pacientes. Nesse ponto, há outra estratégia: em se tratando de SUS, advogados são contratados pela indústria farmacêutica para assessorar as demandas de grupos de pacientes por remédios cada vez mais novos e caros que são comprados pelo sistema público, inviabilizando a política de saúde brasileira[vi]. Assim como chovem bolsas de pesquisa para qualquer novato científico que se comprometa a estudar formas de administração de um medicamento recém-descoberto.

O cenário da ciência em saúde é composto por esses atores. Marketeiros sem fronteira e sem preconceito, que passam seus conhecimentos aos médicos, pacientes, professores e alunos, um cenário idílico de compartilhamento do conhecimento se não fosse o fato de serem, todos, interessados em vender mais e melhor os seus produtos. Seria um círculo limitado, se nesse processo – de levar seus remédios como produtos científicos a professores, estudantes, pacientes, profissionais de saúde e à sociedade – o departamento de marketing não tivesse inventado essa lógica de desenvolver sintomas, espalhar preocupações e criar doenças: medicalizar a sociedade.

Como antropólogo, rejeito a assertiva de que os comportamentos de grande parte das crianças diagnosticadas com TDAH sejam sintomas da patologia e não meros comportamentos infantis. As variações de comportamento dentro de um mesmo grupo é tema recorrente dentro da antropologia, e o que se sabe, há longa data, é que a definição do que é normal e patológico é extremamente contextual e local, é uma escolha e um arranjo do grupo que decide o que é o saudável e o patológico. Um comportamento agitado recorrente pode ser negativo em um ambiente escolar, mas seria ideal na Bolsa de Valores. Um homem efeminado pode ser considerado um indivíduo homossexual ou especialista ‘natural’ para gerir as relações entre homens e mulheres. Uma pessoa inquieta e extremamente contestadora e questionadora pode ser um verdadeiro ‘peste’ em sala de aula, mas carrega em si os predicados de um excelente cientista. Que exista a variação dos comportamentos é um fato daqueles inegáveis. Entretanto, delimitá-los em normal e patológico é uma decisão científica e, por isso, política da sociedade.

É por este motivo que me preocupa ser acusado de difundir opiniões equivocadas por pessoas que sustentam as suas acusações com o apoio da indústria farmacêutica produtora dos remédios para o TDAH. Em jargão contemporâneo, isso é um conflito de interesse evidente. Por fim, imaginar que a ciência é algo pronto e apenas contestável com textos científicos escritos com base em ensaios clínicos patrocinados pela indústria farmacêutica e imaginar que outras opiniões que contrariem esses escritos sejam nocivas, só me faz imaginar que, ao cabo, para os meus acusadores, nociva é a ciência, nociva é a democracia, cujos pilares foram sempre a discussão e a pluralidade de opiniões e pensamentos.

Rui Massato Harayama

Antropólogo

Membro do Fórum sobre Medicalização da Educação e da Sociedade


[i] Basta acompanhar todos os esforços empreendidos para testar e produzir a Vacina Antivariólica (FERNANDES, 2010).

[ii] Trabalhos como de Lilia Schawrcz (1993), Rogério Dezem (2005), entre outros mostram como o debate racial no Brasil estava presente em diversas esferas político-sociais, e que evidências científicas circulavam com preconceitos a negros, amarelos e imigrantes.

[iii] (ANGELL, 2007) (LIGHT, 2010)

[iv] (ABADIE, 2010) (ANGELL, 2007) (HELMS, 2002) (SHAH, 2006) (SHAH, 2010)

[v][v] (AZIZE, 2010) (CNS, 2010a)

[vi] (CHIEFFI e BARATA, 2010)

Bibliografia

 

ABADIE, R. The professional Guinea Pig.London: Duke University Press, 2010.

AZIZE, R. Notas de um ‘não-prescritor’: uma etnografia entre os estandes da indústria farmacêutica no Congresso Brasileiro de Psiquiatria. In: MALUF, S. W.; TORNQUIST, C. S. Gênero, saúde e aflição: abordagens antropológicas. Florianópolis: Letras Contemporâneas, 2010. p. 367-401.

CHIEFFI, A. L.; BARATA, R. D. C. B. Ações judiciais: estratégia da indústria farmacêutica para introdução de novos medicamentos. Rev Saúde Pública, São Paulo, 44(3):421-9 2010. 421-429.

CNS. ATA 206, Brasília, 09 Fevereiro 2010a. Disponivel em: <http://conselho.saude.gov.br/atas/2010/Ata_206_RO.doc>.

DEZEM, R. Matizes do “Amarelo”. São Paulo: Humanitas, 2005.

FERNANDES, T. M. Vacina Antivariólica. Rio de Janeiro: Fiocruz, 2010.

HELMS, R. Guinea Pig Zero.New Orleans: Garrett, 2002.

LIGHT, D. W. The Riks of Prescription Drugs. 1°. ed.New York:ColumbiaUniversity Press, 2010.

SCHWARCZ, L. M. O espetáculo das raças: cientistas, instituições e questão racial no Brasil 1870-1930. São Paulo: Companhia das Letras, 1993.

SHAH, S. The Body Hunters.New York: The New Press, 2006.

SHAH, S. The fever.New York: Picador, 2010.


[1] Basta acompanhar todos os esforços empreendidos para testar e produzir a Vacina Antivariólica (FERNANDES, 2010).

[1] Trabalhos como de Lilia Schawrcz (1993), Rogério Dezem (2005), entre outros mostram como o debate racial no Brasil estava presente em diversas esferas político-sociais, e que evidências científicas circulavam com preconceitos a negros, amarelos e imigrantes.

[1] (ANGELL, 2007) (LIGHT, 2010)

[1] (ABADIE, 2010) (ANGELL, 2007) (HELMS, 2002) (SHAH, 2006) (SHAH, 2010)

[1][1] (AZIZE, 2010) (CNS, 2010a)

[1] (CHIEFFI e BARATA, 2010)

 

 

 

Bibliografia

 

ABADIE, R. The professional Guinea Pig.London: Duke University Press, 2010.

AZIZE, R. Notas de um ‘não-prescritor’: uma etnografia entre os estandes da indústria farmacêutica no Congresso Brasileiro de Psiquiatria. In: MALUF, S. W.; TORNQUIST, C. S. Gênero, saúde e aflição: abordagens antropológicas. Florianópolis: Letras Contemporâneas, 2010. p. 367-401.

CHIEFFI, A. L.; BARATA, R. D. C. B. Ações judiciais: estratégia da indústria farmacêutica para introdução de novos medicamentos. Rev Saúde Pública, São Paulo, 44(3):421-9 2010. 421-429.

CNS. ATA 206, Brasília, 09 Fevereiro 2010a. Disponivel em: <http://conselho.saude.gov.br/atas/2010/Ata_206_RO.doc>.

DEZEM, R. Matizes do “Amarelo”. São Paulo: Humanitas, 2005.

FERNANDES, T. M. Vacina Antivariólica. Rio de Janeiro: Fiocruz, 2010.

HELMS, R. Guinea Pig Zero.New Orleans: Garrett, 2002.

LIGHT, D. W. The Riks of Prescription Drugs. 1°. ed.New York:ColumbiaUniversity Press, 2010.

SCHWARCZ, L. M. O espetáculo das raças: cientistas, instituições e questão racial no Brasil 1870-1930. São Paulo: Companhia das Letras, 1993.

SHAH, S. The Body Hunters.New York: The New Press, 2006.

SHAH, S. The fever. New York: Picador, 2010.