Fórum sobre Medicalização da Educação e da Sociedade MOÇÃO DE APOIO À GREVE DAS UNIVERSIDADES E INSTITUTOS FEDERAIS BRASILEIROS – Fórum Sobre Medicalização da Educação e da Sociedade

MOÇÃO DE APOIO À GREVE DAS UNIVERSIDADES E INSTITUTOS FEDERAIS BRASILEIROS

O Fórum sobre Medicalização da Educação e da Sociedade, reunido no dia 23 de junho de 2012, decidiu, por unanimidade, apoiar a greve dos professores da rede pública baiana de ensino, que já dura mais de 70 dias, sem conseguir conquistar um espaço de negociação com o governo do estado. Ao contrário, a greve foi criminalizada e os professores perversamente penalizados com o corte de salários. Sendo o Fórum um movimento que se fundamenta, como princípio, no direito à educação pública, gratuita, democrática, laica, de qualidade e socialmente referenciada para todas e todos, estamos sensíveis à importância do movimento grevista, que luta pela melhoria das condições de trabalho, o que passa, inevitavelmente, pela questão salarial dos professores. Lamentamos que ainda seja necessário o recurso ao instrumento da greve para que as demandas fundamentais da educação possam comparecer nas agendas oficiais. Esperamos, portanto, que o processo de negociação finalmente se inicie e a pauta dos professores seja democraticamente ouvida e atendida.

O Fórum sobre Medicalização da Educação e da Sociedade, reunido no dia 23 de junho de 2012, decidiu, por unanimidade, apoiar a greve dos professores, servidores técnico-administrativos e estudantes das Universidades e Institutos Federais, iniciada no mês de maio na maioria dos campi espalhados por todo o país. A educação brasileira não é prioridade de fato, mas apenas de discursos, realidade que atinge inexoravelmente todos os níveis de ensino (da educação infantil à pós-graduação), tanto no setor público como no privado. As consequências deste descaso impactam diretamente na vida de docentes, técnico-administrativos e estudantes, que não raro, depois de inúmeras tentativas frustradas de negociação, precisam recorrer ao instrumento da greve para que suas demandas fundamentais possam comparecer nas agendas oficiais. Sendo o Fórum um movimento que se fundamenta, como princípio, no direito à educação pública, gratuita, democrática, laica, de qualidade e socialmente referenciada para todas e todos, estamos sensíveis à importância do movimento grevista, que luta pela melhoria das condições de trabalho nas universidades e institutos federais brasileiros, o que passa, inevitavelmente, pela questão salarial e pela consolidação de um plano de carreira que resulte de uma construção democrática. Esperamos, portanto, que o processo de negociação finalmente se inicie e as pautas da greve sejam ouvidas e democraticamente discutidas.