Fórum sobre Medicalização da Educação e da Sociedade Fórum – Página: 2 – Fórum Sobre Medicalização da Educação e da Sociedade

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A TECNOLOGIA A FAVOR DA DESMEDICALIZAÇÃO. POTENCIALIZANDO ARENAS DE DISCUSSÃO.

*Texto originalmente publicado na Rede Humaniza SUS.

 

É senso comum pensar na tecnologia como algo antitético aos processos humanos. Essa imagem surge de um pressuposto simples, a de que existe um homem natural de um lado e de outro um sócio-tecnológico. Não vamos desconstruir essa noção nesse texto, mas vamos apenas afirmar que o ser humano é um ser tecnológico por ‘natureza’, e grande parte do que chamamos de ‘instinto’ é cultural e historicamente moldado. Pensar o ser humano dentro da tessitura social inclui as suas relações com as tecnologias, criadas e desenvolvidas por ele mesmo.

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E é por isso que o Fórum sobre Medicalização da Educação e da Sociedade vem apostando, desde o seu início, em novas formas de atualizar a potência da vida, e uma de suas estratégias tem sido o uso das tecnologias e mídias sociais. No mundo contemporâneo, a vida está perpassada pelas redes sociais, telefones celulares, web-conferências e nada mais estratégico do que ocupar esses espaços para promover a desmedicalização. A página do Facebook do Fórum conta com mais de 12mil seguidores, mas a pergunta que sempre nos fazemos é em que medida essas ferramentas realmente potencializam nossas ações. Não estaríamos apenas replicando a estética vigente do consumo e da espetacularização?

É no sentido de avaliar essas ações que o II Simpósio Baiano “Medicalização da Educação e da Sociedade: da crítica à construção de práticas desmedicalizantes” foi um evento em que testamos, mais uma vez, as ferramentas de transmissão online.

O evento contou com programação que incluiu um Conversando sobre o Fórum sobre Medicalização da Educação e da Sociedade e o Minicurso sobre Queixa Escolar, esse último ministrado por Beatriz de Paula e Souza. Encerrando as atividades do dia contamos com a exibição do Filme Tarja Branca seguida por uma sessão de debate e brincante com Lucas Luludico.

mesa de abertura fugiu do formalismo protocolar para lembrar as questões contemporâneas da aniquilação da vida, seja a biológica ou dos desejos. Como falar de novas formas de viver quando nos deparamos com forças totalizantes?

A tônica do evento foi a de ir além da crítica, e por isso as apresentações mostraram caminhos para potencializar os questionamentos e as ações propositivas e de interferência em nossa sociedade.

A abertura do evento foi uma crítica ‘lateral’ à medicalização, afinal, existe um ser medicalizante em nós?

A mesa (Des)Medicalizando a linguagem trouxe importantes contribuições para pensar o processo de leitura e de escrita como inseridas em processos culturais e sociais, e não naturais. O processo de escrita é sobretudo de experimentação, e não se pode limitá-lo às explicações orgânicas e/ou biológicas.

E se A educação não precisa ser medicalizada, Helena Rego Monteiro mostrou a potência das falas dos professores que nos lembram que ensinar é prática mais próxima ao artesanato do que da aplicação de métodos e kits de ensino, práticas em voga.

Modelos de escolas possíveis, e a urgência de novos formatos foi o recado de Beatriz de Paula Souza.

Demian Reis relembra o papel do brincar e o papel do palhaço no contexto da aprendizagem.

Na mesa Políticas Públicas e medicalização: avanços e desafios, Marilene Proença nos mostra como no cenário brasileiro, a educação como direito é um projeto em eterno debate e como por vezes acaba sendo cooptado por lógicas medicalizantes.

Walter Takemoto relata de que forma modelos de políticas públicas não se adequam à realidade local, afinal, uma escola que funciona tem receita?

Para as 400 pessoas que circularam pelo Simpósio, ele foi um espaço de troca; sentadas, observando as falas da porta de vidro ou pelo telão do lado de fora a experiência foi enriquecedora.
No Facebook o comentário de Cauan Reis mostra o que foi o evento.

“Levando em consideração os aspectos fundamentais do processo educativo da vida humana, a leveza com que a vida deve ser tratada, bem como a sua seriedade, não posso dizer outra coisa que não seja afirmar que este evento foi na medida exata da competência, da ética e da graça. Falar sério (mas com brincadeira e humor) de um assunto tão histórico, abordá-lo de uma forma lúdica e interdisciplinar é sem dúvidas edificador. Eu estou me formando em Psicologia agora, ou seja, ainda engatinhando eu diria, e ter acesso aos vários debates ocorridos me instigou ainda mais a correr atrás da defesa da educação da vida da forma como deve ser feita, sem naturalizar possíveis equívocos que não se “remediam” com química/medicamentos/drogas. A vida precisa retomar seu rumo humanizado e, sob o meu ponto de vista, este foi o objetivo – muito bem alcançado, eu diria – do II Simpósio. Parabéns aos organizadores e ao Fórum de Medicalização! Massa! Eu quero mais!”

Mas e para quem assistiu tudo à distância? Como terá sido?

Maria Izabel, soteropolitana, mas há três meses no Porto, Portugal, nos passa o seu relato.

“Tão perto de tão longe… assim me senti ao acompanhar de Portugal o II Simpósio Baiano “Medicalização da educação e sociedade: da crítica à construção de práticas desmedicalizantes”.
A tecnologia se constituiu como uma ferramenta que ampliou minhas possibilidades.
Não podia estar em dois lugares tão distantes ao mesmo tempo, mas graças a ferramenta a minha atividade foi ampliada ilimitadamente. E, então, sem precisar atravessar o Oceano Atlântico participei do Simpósio. A distância (6.756,36 km) deixou de ser empecilho e com a transmissão online ao vivo a participação foi possível. De um lado, em Salvador-Bahia-Brasil, filmadora, computador com conexão de internet, programas e sinal para a transmissão, mesa de som, microfone, cabos, fios; do outro lado, em Porto-Portugal, notebook com conexão de internet. A parafernália de instrumentos garantiu a proximidade, o que significa dizer que a invenção (ou melhor, um conjunto de inventos) do ser humano encurtou a distância. Interessante que, além da possibilidade de assistir o evento, a tecnologia possibilitou a participação e o contato com as pessoas através da comunicação no facebook e no chat do canal de transmissão. Assim, a participação foi garantida e potencializada com a troca e o diálogo.”

Os novos territórios e espaços de mobilização e atuação começam a subverter a geografia cartesiana clássica, nesse novo mapa humano a tecnologia nos auxilia a debater temas tão importantes de forma democrática e cada vez mais abrangente.

Novos tempos e novas formas de organização que precisam ser constantemente pensados, em 18 de Outubro, o Fórum se reune para repensar suas ações e rumos em seu II Seminário Interno.

Defender a diversidade dos modos de aprender e viver depende do constante questionamento das forças totalizantes.

II SIMPÓSIO BAIANO MEDICALIZAÇÃO DA EDUCAÇÃO E DA SOCIEDADE

II SIMPÓSIO BAIANO “MEDICALIZAÇÃO DA EDUCAÇÃO E DA SOCIEDADE: DA CRÍTICA À CONSTRUÇÃO DE PRÁTICAS DESMEDICALIZANTES 31 de Julho a 1 de Agosto Dando continuidade ao debate aprofundado sobre a medicalização da educação e da sociedade na Bahia, temos a alegria de apresentar o nosso II Simpósio Baiano “Medicalização da Educação e da Sociedade: da crítica à construção de práticas desmedicalizantes”.   Como o título do evento já sugere, a luta contra a medicalização da vida deu importantes passos nesses dois anos que separam este…

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I Seminário sobre Medicalização da Educação e da Sociedade do Leste de Minas Gerais

DATA: 22/05/2013 – 8h às 18h LOCAL: Auditório do Colégio Estadual – Rua Sete de Setembro, No. 2.479 – Centro – Governador Valadares / MG   PROGRAMAÇÃO PERÍODO DA MANHA: 8hs 20min – Abertura 8hs 40min – Palestra: Trajetória de constituição do Núcleo Leste de Minas -Marcus Macedo da Silva – Psicólogo; Especialização em Saúde Mental pela ENSP/FIOCRUZ-RJ; Mestre em Educação e Inclusão Social pela FaE/UFMG; Conselheiro do Conselho Regional de Psicologia de Minas Gerais (CRP/MG); Psicólogo da Rede de Saúde Mental de Governador Valadares…

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Instituída a mesa executiva do Núcleo de Curitiba e região metropolitana

Foi instituída no  dia 6 de abril, sábado, na sede da APP – Sindicato em Curitiba-PR, a mesa executiva do Núcleo de Curitiba e Região Metropolitana do Fórum sobre Medicalização da Educação e da Sociedade. A mesa, inicialmente, está composta pela “APP – Sindicato” (Sindicato dos Trabalhadores da Educação do Paraná), o Sindicato dos Servidores Públicos Municipais de São José dos Pinhais e o “Sindypsi” (Sindicato dos Psicólogos do Paraná), representadas na ocasião por Walkiria Olegario Mazeto, Andreia Moessa de Souza Coelho e Rhayane Lourenço, respectivamente. No…

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Debate sobre a Medicalização da Educação e da Sociedade no Vale do Aço aconteceu em Valadares

O evento faz parte das ações do Núcleo Mineiro de Medicalização   agenciainline.com Realizado pelo Núcleo Mineiro de Medicalização e pelo Conselho Regional de Psicologia de Minas Gerais, tendo apoio dos cursos de Pedagogia e Psicologia da UNILESTE o Debate sobre a Medicalização da Educação e da Sociedade foi realizado no último dia 18 de outubro no Auditório João Paulo II da UNILESTE. O debate contou com a participação dos psicólogos Marcus Macedo, Nina Magnani e Patrícia Guedes, assim como da psiquiatra Maria Angélica Vaccarini…

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II SEMINÁRIO DA BAIXADA SANTISTA SOBRE MEDICALIZAÇÃO DA EDUCAÇÃO E DA SOCIEDADE: FABRICANDO DOENÇAS E APRISIONANDO VIDAS

Data: 23/10/12 Hora: 18h30 LOCAL: SESC SANTOS R. Conselheiro Ribas, 126 O aumento significativo do uso de medicamentos em crianças e jovens com dificuldades de aprendizagem e/ou com “problemas de comportamento”, especialmente o Metilfenidato, tem preocupado vários segmentos da sociedade que lutam por uma educação de qualidade e pela garantia dos seus direitos. O Brasil é o primeiro maior consumidor de antidepressivos e o segundo maior consumidor do medicamento metilfenidato, conhecido como Ritalina. Em Santos por exemplo, de 2008 para 2010 ocorreu um aumento de…

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Cine Boca

Confira a programação e participe! 04/10/2012 – Marketing da Loucura 11/10/2012 – Como uma estrela na terra 18/10/2012 – A voz do coração 25/10/2012 – Entre os muros da escola Horário: 19h30 Local: Mercado Municipal de Governador Valadares Rua Israel Pinheiro, 3.350 – Centro de Governador Valadares – MG Realização: Coletivo Território do Avesso Núcleo Mineiro de Medicalização da Educação e da Sociedade Fórum Nacional de Medicalização da Educação e da Sociedade Apoio: Conselho Regional de Psicologia Minas Gerais

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O que estamos fazendo com nossas crianças?

Prof. Dr. Marcelo Domingues Roman Professor de Psicologia da UNIFESP Campus Baixada Santista Colaborador do Conselho Regional de Psicologia de São Paulo Torna-se cada vez mais comum crianças e adolescentes serem encaminhados a serviços de saúde porque apresentam problemas na escola. Esse fenômeno não é novo e tem sido chamado de medicalização da educação: trata-se de reduzir questões escolares, e consequentemente sociais, a proble-mas médicos. Isso vem se intensificando a partir do uso de psicoestimulantes para controle de hiperatividade e incremento da capacidade de atenção.…

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A vigilância punitiva: a postura dos educadores no processo de patologização e medicalização da infância Fabiola Colombani Luengo

Fabiola Colombani Luengo, Elizabeth Piemonte Constantino Revista de Psicologia da Unesp, 8(2), 2009. 122 A vigilância punitiva: a postura dos educadores no processo de patologização e medicalização da infância Fabiola Colombani Luengo1 Elizabeth Piemonte Constantino2 Faculdade de Ciências e Letras da UNESP-Assis A relação entre indisciplina e o TDAH (Transtorno de Déficit de Atenção e Hiperatividade) tem sido muito discutida, atualmente, e se apresenta, corriqueiramente, no âmbito escolar. Porém, ainda gera muitas controvérsias, pois há os profissionais que concordam com sua existência e os que discordam, alegando insuficiência de comprovações…

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Não às drogas da obediência

Não às drogas da obediência Maria Ap. Affonso Moysés Campanha: ação chama atenção para o excesso de diagnósticos de hiperatividade e busca combater o uso indiscriminado de medicamentos em crianças com dificuldades de aprendizagem Karina Fusco – Especial para a Metrópole especial.metropole@rac.com.br O Fórum sobre Medicalização da Educação e da Sociedade e o Conselho Federal de Psicologia lançaram, em meados de julho, a campanha Não à Medicalização da Vida, na Câmara dos Deputados, em Brasília. Os objetivos são reacender a discussão sobre o excesso de diagnósticos de hiperatividade em crianças…

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Projeto de Lei que coibe o uso indevido e excessivo de psicofármacos em crianças e adolescentes.

Em Brasília com a Senadora Angela Portela PT/RR que acaba de protocolar projeto de lei que coíbe o uso abusivo de psicofármacos em crianças e adolescentes! Partciparam desse momento Roseli Caldas – ABRAPEE. Floreal Botias Jr- Simpeem. Marilene Proença – CFP e André pela Cotec/CFP Senadora Angela Portela – PT/RR, por meio da Beatriz de Paula Souza, membro do Fórum e do Grupo Interinstitucional Queixa Escolar, entrou em contato com a ABRAPEE para pedir sugestões a um projeto de Lei que coibe o uso indevido…

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Foi lançada a campanha Não à Medicalização da Vida durante audiência pública na Câmara

No dia 11 de julho de 2012, às 14 horas, durante audiência pública na Câmara dos Deputados, a campanha “Não à Medicalização da Vida”. A campanha foi iniciada com o debate sobre o tema da medicalização da educação nas escolas, que se tornou um problema de saúde pública e coletiva, no Brasil e no mundo, dada a incidência de crianças, adolescentes e jovens sendo excessivamente medicalizadas para aumentar o rendimento escolar e para se adequar aos padrões de adaptação produtiva e de docilidade exigidos pela…

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Direto de Salvador – Bahia

O Núcleo Bahia marcou presença no Desfile do Dia 2 de Julho. A comemoração do dia 2 de Julho é uma celebração da separação definitiva do Brasil do domínio de Portugal, em 1823. Independência conquistada através de muitas lutas.. Data significativa para a Bahia e para o Brasil… Diversos movimentos sociais, instituições, associações, sindicatos de diferentes áreas e setores marcam presença no desfile mobilizando toda a sociedade em relação a suas pautas de luta. O Núcleo Bahia do Fórum sobre medicalização da educação e da…

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Mapeamento sobre compra e dispensação do medicamento cloridrato de metilfenidato nos municípios do Estado de São Paulo, 2012.

Luiz Tadeu Pessutto Fórum sobre Medicalização da Educação e da Sociedade O Fórum sobre Medicalização da Educação e da Sociedade, composto por mais de 40 entidades e profissionais das áreas de Educação, Saúde, Assistência Social dentre outras, realizou no ano de 2011 uma pesquisa a respeito da compra e dispensação do medicamento Cloridrato de Metilfenidato. Para tanto, os Conselhos Municipais de Saúde dos 645 municípios do Estado de São Paulo foram consultados, por meio de um questionário enviado por correio. O levantamento, de natureza quantitativa,…

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VEJA COMO FOI II ENCONTRO “A QUEIXA ESCOLAR: MEDICALIZAÇÃO NA EDUCAÇÃO E NA SAÚDE”

II ENCONTRO “A QUEIXA ESCOLAR: MEDICALIZAÇÃO NA EDUCAÇÃO E NA SAÚDE” NA DEFESA INTRANSIGENTE E RADICAL DA VIDA! Aconteceu hoje, 20/06/12, no Auditório da Faculdade de Ciências Médicas da UNICAMP, com a presença de mais de 500 pessoas e transmissão online, o II Encontro sobre Queixa Escolar. O evento foi organizado pelo Fórum sobre Medicalização da Educação e da Sociedade/ Núcleo Campinas e Região, pelo CRPSP/subsede Campinas, pelo Departamento de Pediatria da FCM/Unicamp, CIPED/Unicamp e SADA/ Secretaria Municipal de Saúde de Campinas. Abriram o encontro…

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