Fórum sobre Medicalização da Educação e da Sociedade Fórum – Página: 2 – Fórum Sobre Medicalização da Educação e da Sociedade

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Fórum sobre Medicalização da Educação e da Sociedade – 4 anos de alegria e luta

Entre os dias 10 e 11 de Novembro de 2010, diversos profissionais, pesquisadores e ativistas da saúde e da educação se reuniram no I Seminário Internacional “A Educação Medicalizada: Dislexia, TDAH e outros supostos transtornos”, na cidade de São Paulo. Nesse evento pessoas de outros estados e cidades, como Bahia, Rio de Janeiro, Espírito Santo, Paraná, entre muitos outros, estiveram presentes e, juntos, lançamos o manifesto que fundou o Fórum Sobre Medicalização da Educação e da Sociedade. Desde lá, 4 anos se passaram. Mas nosso…

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Dossiê sobre Medicalização da Educação e da Sociedade

O Dossiê sobre Medicalização da Educação e da Sociedade é um documento produzido pelo Fórum sobre Medicalização da Educação e da Sociedade para sensibilizar o legislativo, o executivo e gestores públicos e privados. Para baixar o documento clique em aqui.    

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II Seminário Interno do Fórum sobre Medicalização da Educação e da Sociedade: Colocaremos nossa energia em quê?

O Fórum sobre Medicalização da Educação e da Sociedade é um movimento social que articula entidades, grupos, representantes de movimentos sociais e pessoas físicas para enfrentar conjuntamente os processos de medicalização da vida e da política, mobilizando a sociedade e construindo propostas de atuação que acolham, atendam e protejam aqueles que sofrem esses processos. Medicalização diz respeito ao processo artificial por meio do qual se ocultam questões históricas, políticas, culturais, econômicas, sociais e afetivas do fenômeno, reduzindo sua complexidade a supostas doenças, transtornos ou distúrbios…

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A TECNOLOGIA A FAVOR DA DESMEDICALIZAÇÃO. POTENCIALIZANDO ARENAS DE DISCUSSÃO.

*Texto originalmente publicado na Rede Humaniza SUS.

 

É senso comum pensar na tecnologia como algo antitético aos processos humanos. Essa imagem surge de um pressuposto simples, a de que existe um homem natural de um lado e de outro um sócio-tecnológico. Não vamos desconstruir essa noção nesse texto, mas vamos apenas afirmar que o ser humano é um ser tecnológico por ‘natureza’, e grande parte do que chamamos de ‘instinto’ é cultural e historicamente moldado. Pensar o ser humano dentro da tessitura social inclui as suas relações com as tecnologias, criadas e desenvolvidas por ele mesmo.

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E é por isso que o Fórum sobre Medicalização da Educação e da Sociedade vem apostando, desde o seu início, em novas formas de atualizar a potência da vida, e uma de suas estratégias tem sido o uso das tecnologias e mídias sociais. No mundo contemporâneo, a vida está perpassada pelas redes sociais, telefones celulares, web-conferências e nada mais estratégico do que ocupar esses espaços para promover a desmedicalização. A página do Facebook do Fórum conta com mais de 12mil seguidores, mas a pergunta que sempre nos fazemos é em que medida essas ferramentas realmente potencializam nossas ações. Não estaríamos apenas replicando a estética vigente do consumo e da espetacularização?

É no sentido de avaliar essas ações que o II Simpósio Baiano “Medicalização da Educação e da Sociedade: da crítica à construção de práticas desmedicalizantes” foi um evento em que testamos, mais uma vez, as ferramentas de transmissão online.

O evento contou com programação que incluiu um Conversando sobre o Fórum sobre Medicalização da Educação e da Sociedade e o Minicurso sobre Queixa Escolar, esse último ministrado por Beatriz de Paula e Souza. Encerrando as atividades do dia contamos com a exibição do Filme Tarja Branca seguida por uma sessão de debate e brincante com Lucas Luludico.

mesa de abertura fugiu do formalismo protocolar para lembrar as questões contemporâneas da aniquilação da vida, seja a biológica ou dos desejos. Como falar de novas formas de viver quando nos deparamos com forças totalizantes?

A tônica do evento foi a de ir além da crítica, e por isso as apresentações mostraram caminhos para potencializar os questionamentos e as ações propositivas e de interferência em nossa sociedade.

A abertura do evento foi uma crítica ‘lateral’ à medicalização, afinal, existe um ser medicalizante em nós?

A mesa (Des)Medicalizando a linguagem trouxe importantes contribuições para pensar o processo de leitura e de escrita como inseridas em processos culturais e sociais, e não naturais. O processo de escrita é sobretudo de experimentação, e não se pode limitá-lo às explicações orgânicas e/ou biológicas.

E se A educação não precisa ser medicalizada, Helena Rego Monteiro mostrou a potência das falas dos professores que nos lembram que ensinar é prática mais próxima ao artesanato do que da aplicação de métodos e kits de ensino, práticas em voga.

Modelos de escolas possíveis, e a urgência de novos formatos foi o recado de Beatriz de Paula Souza.

Demian Reis relembra o papel do brincar e o papel do palhaço no contexto da aprendizagem.

Na mesa Políticas Públicas e medicalização: avanços e desafios, Marilene Proença nos mostra como no cenário brasileiro, a educação como direito é um projeto em eterno debate e como por vezes acaba sendo cooptado por lógicas medicalizantes.

Walter Takemoto relata de que forma modelos de políticas públicas não se adequam à realidade local, afinal, uma escola que funciona tem receita?

Para as 400 pessoas que circularam pelo Simpósio, ele foi um espaço de troca; sentadas, observando as falas da porta de vidro ou pelo telão do lado de fora a experiência foi enriquecedora.
No Facebook o comentário de Cauan Reis mostra o que foi o evento.

“Levando em consideração os aspectos fundamentais do processo educativo da vida humana, a leveza com que a vida deve ser tratada, bem como a sua seriedade, não posso dizer outra coisa que não seja afirmar que este evento foi na medida exata da competência, da ética e da graça. Falar sério (mas com brincadeira e humor) de um assunto tão histórico, abordá-lo de uma forma lúdica e interdisciplinar é sem dúvidas edificador. Eu estou me formando em Psicologia agora, ou seja, ainda engatinhando eu diria, e ter acesso aos vários debates ocorridos me instigou ainda mais a correr atrás da defesa da educação da vida da forma como deve ser feita, sem naturalizar possíveis equívocos que não se “remediam” com química/medicamentos/drogas. A vida precisa retomar seu rumo humanizado e, sob o meu ponto de vista, este foi o objetivo – muito bem alcançado, eu diria – do II Simpósio. Parabéns aos organizadores e ao Fórum de Medicalização! Massa! Eu quero mais!”

Mas e para quem assistiu tudo à distância? Como terá sido?

Maria Izabel, soteropolitana, mas há três meses no Porto, Portugal, nos passa o seu relato.

“Tão perto de tão longe… assim me senti ao acompanhar de Portugal o II Simpósio Baiano “Medicalização da educação e sociedade: da crítica à construção de práticas desmedicalizantes”.
A tecnologia se constituiu como uma ferramenta que ampliou minhas possibilidades.
Não podia estar em dois lugares tão distantes ao mesmo tempo, mas graças a ferramenta a minha atividade foi ampliada ilimitadamente. E, então, sem precisar atravessar o Oceano Atlântico participei do Simpósio. A distância (6.756,36 km) deixou de ser empecilho e com a transmissão online ao vivo a participação foi possível. De um lado, em Salvador-Bahia-Brasil, filmadora, computador com conexão de internet, programas e sinal para a transmissão, mesa de som, microfone, cabos, fios; do outro lado, em Porto-Portugal, notebook com conexão de internet. A parafernália de instrumentos garantiu a proximidade, o que significa dizer que a invenção (ou melhor, um conjunto de inventos) do ser humano encurtou a distância. Interessante que, além da possibilidade de assistir o evento, a tecnologia possibilitou a participação e o contato com as pessoas através da comunicação no facebook e no chat do canal de transmissão. Assim, a participação foi garantida e potencializada com a troca e o diálogo.”

Os novos territórios e espaços de mobilização e atuação começam a subverter a geografia cartesiana clássica, nesse novo mapa humano a tecnologia nos auxilia a debater temas tão importantes de forma democrática e cada vez mais abrangente.

Novos tempos e novas formas de organização que precisam ser constantemente pensados, em 18 de Outubro, o Fórum se reune para repensar suas ações e rumos em seu II Seminário Interno.

Defender a diversidade dos modos de aprender e viver depende do constante questionamento das forças totalizantes.

II SIMPÓSIO BAIANO MEDICALIZAÇÃO DA EDUCAÇÃO E DA SOCIEDADE

II SIMPÓSIO BAIANO “MEDICALIZAÇÃO DA EDUCAÇÃO E DA SOCIEDADE: DA CRÍTICA À CONSTRUÇÃO DE PRÁTICAS DESMEDICALIZANTES 31 de Julho a 1 de Agosto Dando continuidade ao debate aprofundado sobre a medicalização da educação e da sociedade na Bahia, temos a alegria de apresentar o nosso II Simpósio Baiano “Medicalização da Educação e da Sociedade: da crítica à construção de práticas desmedicalizantes”.   Como o título do evento já sugere, a luta contra a medicalização da vida deu importantes passos nesses dois anos que separam este…

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I Seminário sobre Medicalização da Educação e da Sociedade do Leste de Minas Gerais

DATA: 22/05/2013 – 8h às 18h LOCAL: Auditório do Colégio Estadual – Rua Sete de Setembro, No. 2.479 – Centro – Governador Valadares / MG   PROGRAMAÇÃO PERÍODO DA MANHA: 8hs 20min – Abertura 8hs 40min – Palestra: Trajetória de constituição do Núcleo Leste de Minas -Marcus Macedo da Silva – Psicólogo; Especialização em Saúde Mental pela ENSP/FIOCRUZ-RJ; Mestre em Educação e Inclusão Social pela FaE/UFMG; Conselheiro do Conselho Regional de Psicologia de Minas Gerais (CRP/MG); Psicólogo da Rede de Saúde Mental de Governador Valadares…

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Instituída a mesa executiva do Núcleo de Curitiba e região metropolitana

Foi instituída no  dia 6 de abril, sábado, na sede da APP – Sindicato em Curitiba-PR, a mesa executiva do Núcleo de Curitiba e Região Metropolitana do Fórum sobre Medicalização da Educação e da Sociedade. A mesa, inicialmente, está composta pela “APP – Sindicato” (Sindicato dos Trabalhadores da Educação do Paraná), o Sindicato dos Servidores Públicos Municipais de São José dos Pinhais e o “Sindypsi” (Sindicato dos Psicólogos do Paraná), representadas na ocasião por Walkiria Olegario Mazeto, Andreia Moessa de Souza Coelho e Rhayane Lourenço, respectivamente. No…

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Debate sobre a Medicalização da Educação e da Sociedade no Vale do Aço aconteceu em Valadares

O evento faz parte das ações do Núcleo Mineiro de Medicalização   agenciainline.com Realizado pelo Núcleo Mineiro de Medicalização e pelo Conselho Regional de Psicologia de Minas Gerais, tendo apoio dos cursos de Pedagogia e Psicologia da UNILESTE o Debate sobre a Medicalização da Educação e da Sociedade foi realizado no último dia 18 de outubro no Auditório João Paulo II da UNILESTE. O debate contou com a participação dos psicólogos Marcus Macedo, Nina Magnani e Patrícia Guedes, assim como da psiquiatra Maria Angélica Vaccarini…

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II SEMINÁRIO DA BAIXADA SANTISTA SOBRE MEDICALIZAÇÃO DA EDUCAÇÃO E DA SOCIEDADE: FABRICANDO DOENÇAS E APRISIONANDO VIDAS

Data: 23/10/12 Hora: 18h30 LOCAL: SESC SANTOS R. Conselheiro Ribas, 126 O aumento significativo do uso de medicamentos em crianças e jovens com dificuldades de aprendizagem e/ou com “problemas de comportamento”, especialmente o Metilfenidato, tem preocupado vários segmentos da sociedade que lutam por uma educação de qualidade e pela garantia dos seus direitos. O Brasil é o primeiro maior consumidor de antidepressivos e o segundo maior consumidor do medicamento metilfenidato, conhecido como Ritalina. Em Santos por exemplo, de 2008 para 2010 ocorreu um aumento de…

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Cine Boca

Confira a programação e participe! 04/10/2012 – Marketing da Loucura 11/10/2012 – Como uma estrela na terra 18/10/2012 – A voz do coração 25/10/2012 – Entre os muros da escola Horário: 19h30 Local: Mercado Municipal de Governador Valadares Rua Israel Pinheiro, 3.350 – Centro de Governador Valadares – MG Realização: Coletivo Território do Avesso Núcleo Mineiro de Medicalização da Educação e da Sociedade Fórum Nacional de Medicalização da Educação e da Sociedade Apoio: Conselho Regional de Psicologia Minas Gerais

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O que estamos fazendo com nossas crianças?

Prof. Dr. Marcelo Domingues Roman Professor de Psicologia da UNIFESP Campus Baixada Santista Colaborador do Conselho Regional de Psicologia de São Paulo Torna-se cada vez mais comum crianças e adolescentes serem encaminhados a serviços de saúde porque apresentam problemas na escola. Esse fenômeno não é novo e tem sido chamado de medicalização da educação: trata-se de reduzir questões escolares, e consequentemente sociais, a proble-mas médicos. Isso vem se intensificando a partir do uso de psicoestimulantes para controle de hiperatividade e incremento da capacidade de atenção.…

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A vigilância punitiva: a postura dos educadores no processo de patologização e medicalização da infância Fabiola Colombani Luengo

Fabiola Colombani Luengo, Elizabeth Piemonte Constantino Revista de Psicologia da Unesp, 8(2), 2009. 122 A vigilância punitiva: a postura dos educadores no processo de patologização e medicalização da infância Fabiola Colombani Luengo1 Elizabeth Piemonte Constantino2 Faculdade de Ciências e Letras da UNESP-Assis A relação entre indisciplina e o TDAH (Transtorno de Déficit de Atenção e Hiperatividade) tem sido muito discutida, atualmente, e se apresenta, corriqueiramente, no âmbito escolar. Porém, ainda gera muitas controvérsias, pois há os profissionais que concordam com sua existência e os que discordam, alegando insuficiência de comprovações…

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Não às drogas da obediência

Não às drogas da obediência Maria Ap. Affonso Moysés Campanha: ação chama atenção para o excesso de diagnósticos de hiperatividade e busca combater o uso indiscriminado de medicamentos em crianças com dificuldades de aprendizagem Karina Fusco – Especial para a Metrópole especial.metropole@rac.com.br O Fórum sobre Medicalização da Educação e da Sociedade e o Conselho Federal de Psicologia lançaram, em meados de julho, a campanha Não à Medicalização da Vida, na Câmara dos Deputados, em Brasília. Os objetivos são reacender a discussão sobre o excesso de diagnósticos de hiperatividade em crianças…

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Projeto de Lei que coibe o uso indevido e excessivo de psicofármacos em crianças e adolescentes.

Em Brasília com a Senadora Angela Portela PT/RR que acaba de protocolar projeto de lei que coíbe o uso abusivo de psicofármacos em crianças e adolescentes! Partciparam desse momento Roseli Caldas – ABRAPEE. Floreal Botias Jr- Simpeem. Marilene Proença – CFP e André pela Cotec/CFP Senadora Angela Portela – PT/RR, por meio da Beatriz de Paula Souza, membro do Fórum e do Grupo Interinstitucional Queixa Escolar, entrou em contato com a ABRAPEE para pedir sugestões a um projeto de Lei que coibe o uso indevido…

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Foi lançada a campanha Não à Medicalização da Vida durante audiência pública na Câmara

No dia 11 de julho de 2012, às 14 horas, durante audiência pública na Câmara dos Deputados, a campanha “Não à Medicalização da Vida”. A campanha foi iniciada com o debate sobre o tema da medicalização da educação nas escolas, que se tornou um problema de saúde pública e coletiva, no Brasil e no mundo, dada a incidência de crianças, adolescentes e jovens sendo excessivamente medicalizadas para aumentar o rendimento escolar e para se adequar aos padrões de adaptação produtiva e de docilidade exigidos pela…

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