Fórum sobre Medicalização da Educação e da Sociedade Núcleos Regionais | Fórum Sobre Medicalização da Educação e da Sociedade

Category Archives: Núcleos Regionais

RAP feito pelos jovens do projeto Fica Vivo

RAP feito pelos jovens do projeto Fica Vivo, de Montes Claros, e cantado no 1o Seminário Norte-Mineiro Medicalização da Educação e Sociedade, acompanhado de grafitagem! ♡

RAP feito pelos jovens do projeto Fica Vivo, de Montes Claros, e cantado no 1o Seminário Norte-Mineiro Medicalização da Educação e Sociedade, acompanhado de grafitagem! ♡

Posted by Fórum sobre Medicalização da Educação e da Sociedade on Saturday, November 7, 2015

Como montar um Núcleo do Fórum?

O Fórum sobre Medicalização da Educação e da Sociedade é um movimento social que agrega diferentes atores da sociedade, de instituições, autarquias, movimentos sociais, pesquisadores, núcleos e grupos de pesquisa, ativistas da saúde e da educação, profissionais da ponta dos serviços e do chão da escola e muitos outros! Como você pode perceber, o nosso caráter é múltiplo, e por isso cada Núcleo se formou e funciona de diferentes maneiras. O Fórum defende que a vida é múltipla e diversa, e por isso, não determinamos…

Leia mais >>

A TECNOLOGIA A FAVOR DA DESMEDICALIZAÇÃO. POTENCIALIZANDO ARENAS DE DISCUSSÃO.

*Texto originalmente publicado na Rede Humaniza SUS.

 

É senso comum pensar na tecnologia como algo antitético aos processos humanos. Essa imagem surge de um pressuposto simples, a de que existe um homem natural de um lado e de outro um sócio-tecnológico. Não vamos desconstruir essa noção nesse texto, mas vamos apenas afirmar que o ser humano é um ser tecnológico por ‘natureza’, e grande parte do que chamamos de ‘instinto’ é cultural e historicamente moldado. Pensar o ser humano dentro da tessitura social inclui as suas relações com as tecnologias, criadas e desenvolvidas por ele mesmo.

maquina.jpg

E é por isso que o Fórum sobre Medicalização da Educação e da Sociedade vem apostando, desde o seu início, em novas formas de atualizar a potência da vida, e uma de suas estratégias tem sido o uso das tecnologias e mídias sociais. No mundo contemporâneo, a vida está perpassada pelas redes sociais, telefones celulares, web-conferências e nada mais estratégico do que ocupar esses espaços para promover a desmedicalização. A página do Facebook do Fórum conta com mais de 12mil seguidores, mas a pergunta que sempre nos fazemos é em que medida essas ferramentas realmente potencializam nossas ações. Não estaríamos apenas replicando a estética vigente do consumo e da espetacularização?

É no sentido de avaliar essas ações que o II Simpósio Baiano “Medicalização da Educação e da Sociedade: da crítica à construção de práticas desmedicalizantes” foi um evento em que testamos, mais uma vez, as ferramentas de transmissão online.

O evento contou com programação que incluiu um Conversando sobre o Fórum sobre Medicalização da Educação e da Sociedade e o Minicurso sobre Queixa Escolar, esse último ministrado por Beatriz de Paula e Souza. Encerrando as atividades do dia contamos com a exibição do Filme Tarja Branca seguida por uma sessão de debate e brincante com Lucas Luludico.

mesa de abertura fugiu do formalismo protocolar para lembrar as questões contemporâneas da aniquilação da vida, seja a biológica ou dos desejos. Como falar de novas formas de viver quando nos deparamos com forças totalizantes?

A tônica do evento foi a de ir além da crítica, e por isso as apresentações mostraram caminhos para potencializar os questionamentos e as ações propositivas e de interferência em nossa sociedade.

A abertura do evento foi uma crítica ‘lateral’ à medicalização, afinal, existe um ser medicalizante em nós?

A mesa (Des)Medicalizando a linguagem trouxe importantes contribuições para pensar o processo de leitura e de escrita como inseridas em processos culturais e sociais, e não naturais. O processo de escrita é sobretudo de experimentação, e não se pode limitá-lo às explicações orgânicas e/ou biológicas.

E se A educação não precisa ser medicalizada, Helena Rego Monteiro mostrou a potência das falas dos professores que nos lembram que ensinar é prática mais próxima ao artesanato do que da aplicação de métodos e kits de ensino, práticas em voga.

Modelos de escolas possíveis, e a urgência de novos formatos foi o recado de Beatriz de Paula Souza.

Demian Reis relembra o papel do brincar e o papel do palhaço no contexto da aprendizagem.

Na mesa Políticas Públicas e medicalização: avanços e desafios, Marilene Proença nos mostra como no cenário brasileiro, a educação como direito é um projeto em eterno debate e como por vezes acaba sendo cooptado por lógicas medicalizantes.

Walter Takemoto relata de que forma modelos de políticas públicas não se adequam à realidade local, afinal, uma escola que funciona tem receita?

Para as 400 pessoas que circularam pelo Simpósio, ele foi um espaço de troca; sentadas, observando as falas da porta de vidro ou pelo telão do lado de fora a experiência foi enriquecedora.
No Facebook o comentário de Cauan Reis mostra o que foi o evento.

“Levando em consideração os aspectos fundamentais do processo educativo da vida humana, a leveza com que a vida deve ser tratada, bem como a sua seriedade, não posso dizer outra coisa que não seja afirmar que este evento foi na medida exata da competência, da ética e da graça. Falar sério (mas com brincadeira e humor) de um assunto tão histórico, abordá-lo de uma forma lúdica e interdisciplinar é sem dúvidas edificador. Eu estou me formando em Psicologia agora, ou seja, ainda engatinhando eu diria, e ter acesso aos vários debates ocorridos me instigou ainda mais a correr atrás da defesa da educação da vida da forma como deve ser feita, sem naturalizar possíveis equívocos que não se “remediam” com química/medicamentos/drogas. A vida precisa retomar seu rumo humanizado e, sob o meu ponto de vista, este foi o objetivo – muito bem alcançado, eu diria – do II Simpósio. Parabéns aos organizadores e ao Fórum de Medicalização! Massa! Eu quero mais!”

Mas e para quem assistiu tudo à distância? Como terá sido?

Maria Izabel, soteropolitana, mas há três meses no Porto, Portugal, nos passa o seu relato.

“Tão perto de tão longe… assim me senti ao acompanhar de Portugal o II Simpósio Baiano “Medicalização da educação e sociedade: da crítica à construção de práticas desmedicalizantes”.
A tecnologia se constituiu como uma ferramenta que ampliou minhas possibilidades.
Não podia estar em dois lugares tão distantes ao mesmo tempo, mas graças a ferramenta a minha atividade foi ampliada ilimitadamente. E, então, sem precisar atravessar o Oceano Atlântico participei do Simpósio. A distância (6.756,36 km) deixou de ser empecilho e com a transmissão online ao vivo a participação foi possível. De um lado, em Salvador-Bahia-Brasil, filmadora, computador com conexão de internet, programas e sinal para a transmissão, mesa de som, microfone, cabos, fios; do outro lado, em Porto-Portugal, notebook com conexão de internet. A parafernália de instrumentos garantiu a proximidade, o que significa dizer que a invenção (ou melhor, um conjunto de inventos) do ser humano encurtou a distância. Interessante que, além da possibilidade de assistir o evento, a tecnologia possibilitou a participação e o contato com as pessoas através da comunicação no facebook e no chat do canal de transmissão. Assim, a participação foi garantida e potencializada com a troca e o diálogo.”

Os novos territórios e espaços de mobilização e atuação começam a subverter a geografia cartesiana clássica, nesse novo mapa humano a tecnologia nos auxilia a debater temas tão importantes de forma democrática e cada vez mais abrangente.

Novos tempos e novas formas de organização que precisam ser constantemente pensados, em 18 de Outubro, o Fórum se reune para repensar suas ações e rumos em seu II Seminário Interno.

Defender a diversidade dos modos de aprender e viver depende do constante questionamento das forças totalizantes.

Programação do II Simpósio Baianao Medicalização da Educação e da Sociedade

II SIMPÓSIO BAIANO MEDICALIZAÇÃO DA EDUCAÇÃO E DA SOCIEDADE

II SIMPÓSIO BAIANO “MEDICALIZAÇÃO DA EDUCAÇÃO E DA SOCIEDADE: DA CRÍTICA À CONSTRUÇÃO DE PRÁTICAS DESMEDICALIZANTES 31 de Julho a 1 de Agosto Dando continuidade ao debate aprofundado sobre a medicalização da educação e da sociedade na Bahia, temos a alegria de apresentar o nosso II Simpósio Baiano “Medicalização da Educação e da Sociedade: da crítica à construção de práticas desmedicalizantes”.   Como o título do evento já sugere, a luta contra a medicalização da vida deu importantes passos nesses dois anos que separam este…

Leia mais >>

2

I Seminário sobre Medicalização da Educação e da Sociedade do Leste de Minas Gerais

DATA: 22/05/2013 – 8h às 18h LOCAL: Auditório do Colégio Estadual – Rua Sete de Setembro, No. 2.479 – Centro – Governador Valadares / MG   PROGRAMAÇÃO PERÍODO DA MANHA: 8hs 20min – Abertura 8hs 40min – Palestra: Trajetória de constituição do Núcleo Leste de Minas -Marcus Macedo da Silva – Psicólogo; Especialização em Saúde Mental pela ENSP/FIOCRUZ-RJ; Mestre em Educação e Inclusão Social pela FaE/UFMG; Conselheiro do Conselho Regional de Psicologia de Minas Gerais (CRP/MG); Psicólogo da Rede de Saúde Mental de Governador Valadares…

Leia mais >>

Instituída a mesa executiva do Núcleo de Curitiba e região metropolitana

Foi instituída no  dia 6 de abril, sábado, na sede da APP – Sindicato em Curitiba-PR, a mesa executiva do Núcleo de Curitiba e Região Metropolitana do Fórum sobre Medicalização da Educação e da Sociedade. A mesa, inicialmente, está composta pela “APP – Sindicato” (Sindicato dos Trabalhadores da Educação do Paraná), o Sindicato dos Servidores Públicos Municipais de São José dos Pinhais e o “Sindypsi” (Sindicato dos Psicólogos do Paraná), representadas na ocasião por Walkiria Olegario Mazeto, Andreia Moessa de Souza Coelho e Rhayane Lourenço, respectivamente. No…

Leia mais >>

Debate sobre a Medicalização da Educação e da Sociedade no Vale do Aço aconteceu em Valadares

O evento faz parte das ações do Núcleo Mineiro de Medicalização   agenciainline.com Realizado pelo Núcleo Mineiro de Medicalização e pelo Conselho Regional de Psicologia de Minas Gerais, tendo apoio dos cursos de Pedagogia e Psicologia da UNILESTE o Debate sobre a Medicalização da Educação e da Sociedade foi realizado no último dia 18 de outubro no Auditório João Paulo II da UNILESTE. O debate contou com a participação dos psicólogos Marcus Macedo, Nina Magnani e Patrícia Guedes, assim como da psiquiatra Maria Angélica Vaccarini…

Leia mais >>

evento-baixada

II SEMINÁRIO DA BAIXADA SANTISTA SOBRE MEDICALIZAÇÃO DA EDUCAÇÃO E DA SOCIEDADE: FABRICANDO DOENÇAS E APRISIONANDO VIDAS

Data: 23/10/12 Hora: 18h30 LOCAL: SESC SANTOS R. Conselheiro Ribas, 126 O aumento significativo do uso de medicamentos em crianças e jovens com dificuldades de aprendizagem e/ou com “problemas de comportamento”, especialmente o Metilfenidato, tem preocupado vários segmentos da sociedade que lutam por uma educação de qualidade e pela garantia dos seus direitos. O Brasil é o primeiro maior consumidor de antidepressivos e o segundo maior consumidor do medicamento metilfenidato, conhecido como Ritalina. Em Santos por exemplo, de 2008 para 2010 ocorreu um aumento de…

Leia mais >>

cineboca

Cine Boca

Confira a programação e participe! 04/10/2012 – Marketing da Loucura 11/10/2012 – Como uma estrela na terra 18/10/2012 – A voz do coração 25/10/2012 – Entre os muros da escola Horário: 19h30 Local: Mercado Municipal de Governador Valadares Rua Israel Pinheiro, 3.350 – Centro de Governador Valadares – MG Realização: Coletivo Território do Avesso Núcleo Mineiro de Medicalização da Educação e da Sociedade Fórum Nacional de Medicalização da Educação e da Sociedade Apoio: Conselho Regional de Psicologia Minas Gerais

Leia mais >>

baixada

O que estamos fazendo com nossas crianças?

Prof. Dr. Marcelo Domingues Roman Professor de Psicologia da UNIFESP Campus Baixada Santista Colaborador do Conselho Regional de Psicologia de São Paulo Torna-se cada vez mais comum crianças e adolescentes serem encaminhados a serviços de saúde porque apresentam problemas na escola. Esse fenômeno não é novo e tem sido chamado de medicalização da educação: trata-se de reduzir questões escolares, e consequentemente sociais, a proble-mas médicos. Isso vem se intensificando a partir do uso de psicoestimulantes para controle de hiperatividade e incremento da capacidade de atenção.…

Leia mais >>

Direto de Salvador – Bahia

O Núcleo Bahia marcou presença no Desfile do Dia 2 de Julho. A comemoração do dia 2 de Julho é uma celebração da separação definitiva do Brasil do domínio de Portugal, em 1823. Independência conquistada através de muitas lutas.. Data significativa para a Bahia e para o Brasil… Diversos movimentos sociais, instituições, associações, sindicatos de diferentes áreas e setores marcam presença no desfile mobilizando toda a sociedade em relação a suas pautas de luta. O Núcleo Bahia do Fórum sobre medicalização da educação e da…

Leia mais >>

VEJA COMO FOI II ENCONTRO “A QUEIXA ESCOLAR: MEDICALIZAÇÃO NA EDUCAÇÃO E NA SAÚDE”

II ENCONTRO “A QUEIXA ESCOLAR: MEDICALIZAÇÃO NA EDUCAÇÃO E NA SAÚDE” NA DEFESA INTRANSIGENTE E RADICAL DA VIDA! Aconteceu hoje, 20/06/12, no Auditório da Faculdade de Ciências Médicas da UNICAMP, com a presença de mais de 500 pessoas e transmissão online, o II Encontro sobre Queixa Escolar. O evento foi organizado pelo Fórum sobre Medicalização da Educação e da Sociedade/ Núcleo Campinas e Região, pelo CRPSP/subsede Campinas, pelo Departamento de Pediatria da FCM/Unicamp, CIPED/Unicamp e SADA/ Secretaria Municipal de Saúde de Campinas. Abriram o encontro…

Leia mais >>