Fórum sobre Medicalização da Educação e da Sociedade Eventos | Fórum Sobre Medicalização da Educação e da Sociedade

Category Archives: Eventos

Captura de Tela 2016-03-07 às 13.13.07

Inscrição Pré-Congresso Livre Medicalização e suas interfaces com a sociedade

Data do pré-congresso: 19 de março de 2016
Horário: 09h às 14h
Local: Instituto Sedes Sapientiae

Considerando a importância da temática da Medicalização e suas interfaces com várias áreas da Psicologia, tais como Educação, Saúde, Serviço Social, Álcool e Drogas, Direitos da Criança e do Adolescente, dentre outras, psicólogos que compõem o Fórum sobre Medicalização da Educação e da Sociedade e o Núcleo Metropolitano do Fórum sobre Medicalização da Educação e a Sociedade vem propor a realização de um Evento Preparatório Livre e Pré-Congresso Livre como parte das atividades de construção de teses e indicação de Delegados ao Congresso Regional de Psicologia de São Paulo para o 9. Congresso Nacional de Psicologia Psicologia no Cotidiano: Por uma Sociedade mais democrática e igualitária.

A discussão abrangerá as questões ético-políticas que se apresentam aos psicólogos que atuam em instituições sociais nas mais diversas áreas, destacando o processo de medicalização e apresentando propostas de enfrentamento às ações medicalizantes presentes na sociedade de maneira geral e nos setores de Educação, Saúde, Serviço Social e Direitos da Criança e do Adolescente, em particular, bem como construindo teses para o avanço de questões para a profissão contempladas nos três Eixos Temáticos.

Vale lembrar que a construção de teses que levem o tema da medicalização ao Congresso é de responsabilidade de todos que acompanham e corroboram com as propostas do Fórum, independente de suas especialidades, mas a indicação de delegados é restrita aos psicólogos. Contamos com a colaboração de todos.

As inscrições online podem ser realizadas até o dia 18 de março de 2016

Para preencher o formulário de inscrição, Clique Aqui

IV Seminário Internacional A Educação Medicalizada: DESVER O MUNDO, PERTURBAR OS SENTIDOS

“Era preciso desver o mundo para encontrar nas palavras novas coisas de ver” (Manoel de Barros – O menino do mato).           O Fórum Sobre Medicalização da Educação e da Sociedade e a Universidade Federal da Bahia apresentam o IV Seminário Internacional “A Educação Medicalizada: desver o mundo, perturbar os sentidos”. Medicalização é o processo artificial por meio do qual se ocultam questões históricas, políticas, culturais, econômicas, sociais e afetivas do fenômeno, reduzindo sua complexidade a supostas doenças, transtornos ou distúrbios…

Leia mais >>

painel 2

Fórum sobre Medicalização da Educação e da Sociedade – 4 anos de alegria e luta

Entre os dias 10 e 11 de Novembro de 2010, diversos profissionais, pesquisadores e ativistas da saúde e da educação se reuniram no I Seminário Internacional “A Educação Medicalizada: Dislexia, TDAH e outros supostos transtornos”, na cidade de São Paulo. Nesse evento pessoas de outros estados e cidades, como Bahia, Rio de Janeiro, Espírito Santo, Paraná, entre muitos outros, estiveram presentes e, juntos, lançamos o manifesto que fundou o Fórum Sobre Medicalização da Educação e da Sociedade. Desde lá, 4 anos se passaram. Mas nosso…

Leia mais >>

II Seminário Interno do Fórum sobre Medicalização da Educação e da Sociedade: Colocaremos nossa energia em quê?

O Fórum sobre Medicalização da Educação e da Sociedade é um movimento social que articula entidades, grupos, representantes de movimentos sociais e pessoas físicas para enfrentar conjuntamente os processos de medicalização da vida e da política, mobilizando a sociedade e construindo propostas de atuação que acolham, atendam e protejam aqueles que sofrem esses processos. Medicalização diz respeito ao processo artificial por meio do qual se ocultam questões históricas, políticas, culturais, econômicas, sociais e afetivas do fenômeno, reduzindo sua complexidade a supostas doenças, transtornos ou distúrbios…

Leia mais >>

A TECNOLOGIA A FAVOR DA DESMEDICALIZAÇÃO. POTENCIALIZANDO ARENAS DE DISCUSSÃO.

*Texto originalmente publicado na Rede Humaniza SUS.

 

É senso comum pensar na tecnologia como algo antitético aos processos humanos. Essa imagem surge de um pressuposto simples, a de que existe um homem natural de um lado e de outro um sócio-tecnológico. Não vamos desconstruir essa noção nesse texto, mas vamos apenas afirmar que o ser humano é um ser tecnológico por ‘natureza’, e grande parte do que chamamos de ‘instinto’ é cultural e historicamente moldado. Pensar o ser humano dentro da tessitura social inclui as suas relações com as tecnologias, criadas e desenvolvidas por ele mesmo.

maquina.jpg

E é por isso que o Fórum sobre Medicalização da Educação e da Sociedade vem apostando, desde o seu início, em novas formas de atualizar a potência da vida, e uma de suas estratégias tem sido o uso das tecnologias e mídias sociais. No mundo contemporâneo, a vida está perpassada pelas redes sociais, telefones celulares, web-conferências e nada mais estratégico do que ocupar esses espaços para promover a desmedicalização. A página do Facebook do Fórum conta com mais de 12mil seguidores, mas a pergunta que sempre nos fazemos é em que medida essas ferramentas realmente potencializam nossas ações. Não estaríamos apenas replicando a estética vigente do consumo e da espetacularização?

É no sentido de avaliar essas ações que o II Simpósio Baiano “Medicalização da Educação e da Sociedade: da crítica à construção de práticas desmedicalizantes” foi um evento em que testamos, mais uma vez, as ferramentas de transmissão online.

O evento contou com programação que incluiu um Conversando sobre o Fórum sobre Medicalização da Educação e da Sociedade e o Minicurso sobre Queixa Escolar, esse último ministrado por Beatriz de Paula e Souza. Encerrando as atividades do dia contamos com a exibição do Filme Tarja Branca seguida por uma sessão de debate e brincante com Lucas Luludico.

mesa de abertura fugiu do formalismo protocolar para lembrar as questões contemporâneas da aniquilação da vida, seja a biológica ou dos desejos. Como falar de novas formas de viver quando nos deparamos com forças totalizantes?

A tônica do evento foi a de ir além da crítica, e por isso as apresentações mostraram caminhos para potencializar os questionamentos e as ações propositivas e de interferência em nossa sociedade.

A abertura do evento foi uma crítica ‘lateral’ à medicalização, afinal, existe um ser medicalizante em nós?

A mesa (Des)Medicalizando a linguagem trouxe importantes contribuições para pensar o processo de leitura e de escrita como inseridas em processos culturais e sociais, e não naturais. O processo de escrita é sobretudo de experimentação, e não se pode limitá-lo às explicações orgânicas e/ou biológicas.

E se A educação não precisa ser medicalizada, Helena Rego Monteiro mostrou a potência das falas dos professores que nos lembram que ensinar é prática mais próxima ao artesanato do que da aplicação de métodos e kits de ensino, práticas em voga.

Modelos de escolas possíveis, e a urgência de novos formatos foi o recado de Beatriz de Paula Souza.

Demian Reis relembra o papel do brincar e o papel do palhaço no contexto da aprendizagem.

Na mesa Políticas Públicas e medicalização: avanços e desafios, Marilene Proença nos mostra como no cenário brasileiro, a educação como direito é um projeto em eterno debate e como por vezes acaba sendo cooptado por lógicas medicalizantes.

Walter Takemoto relata de que forma modelos de políticas públicas não se adequam à realidade local, afinal, uma escola que funciona tem receita?

Para as 400 pessoas que circularam pelo Simpósio, ele foi um espaço de troca; sentadas, observando as falas da porta de vidro ou pelo telão do lado de fora a experiência foi enriquecedora.
No Facebook o comentário de Cauan Reis mostra o que foi o evento.

“Levando em consideração os aspectos fundamentais do processo educativo da vida humana, a leveza com que a vida deve ser tratada, bem como a sua seriedade, não posso dizer outra coisa que não seja afirmar que este evento foi na medida exata da competência, da ética e da graça. Falar sério (mas com brincadeira e humor) de um assunto tão histórico, abordá-lo de uma forma lúdica e interdisciplinar é sem dúvidas edificador. Eu estou me formando em Psicologia agora, ou seja, ainda engatinhando eu diria, e ter acesso aos vários debates ocorridos me instigou ainda mais a correr atrás da defesa da educação da vida da forma como deve ser feita, sem naturalizar possíveis equívocos que não se “remediam” com química/medicamentos/drogas. A vida precisa retomar seu rumo humanizado e, sob o meu ponto de vista, este foi o objetivo – muito bem alcançado, eu diria – do II Simpósio. Parabéns aos organizadores e ao Fórum de Medicalização! Massa! Eu quero mais!”

Mas e para quem assistiu tudo à distância? Como terá sido?

Maria Izabel, soteropolitana, mas há três meses no Porto, Portugal, nos passa o seu relato.

“Tão perto de tão longe… assim me senti ao acompanhar de Portugal o II Simpósio Baiano “Medicalização da educação e sociedade: da crítica à construção de práticas desmedicalizantes”.
A tecnologia se constituiu como uma ferramenta que ampliou minhas possibilidades.
Não podia estar em dois lugares tão distantes ao mesmo tempo, mas graças a ferramenta a minha atividade foi ampliada ilimitadamente. E, então, sem precisar atravessar o Oceano Atlântico participei do Simpósio. A distância (6.756,36 km) deixou de ser empecilho e com a transmissão online ao vivo a participação foi possível. De um lado, em Salvador-Bahia-Brasil, filmadora, computador com conexão de internet, programas e sinal para a transmissão, mesa de som, microfone, cabos, fios; do outro lado, em Porto-Portugal, notebook com conexão de internet. A parafernália de instrumentos garantiu a proximidade, o que significa dizer que a invenção (ou melhor, um conjunto de inventos) do ser humano encurtou a distância. Interessante que, além da possibilidade de assistir o evento, a tecnologia possibilitou a participação e o contato com as pessoas através da comunicação no facebook e no chat do canal de transmissão. Assim, a participação foi garantida e potencializada com a troca e o diálogo.”

Os novos territórios e espaços de mobilização e atuação começam a subverter a geografia cartesiana clássica, nesse novo mapa humano a tecnologia nos auxilia a debater temas tão importantes de forma democrática e cada vez mais abrangente.

Novos tempos e novas formas de organização que precisam ser constantemente pensados, em 18 de Outubro, o Fórum se reune para repensar suas ações e rumos em seu II Seminário Interno.

Defender a diversidade dos modos de aprender e viver depende do constante questionamento das forças totalizantes.

Programação do II Simpósio Baianao Medicalização da Educação e da Sociedade

II SIMPÓSIO BAIANO MEDICALIZAÇÃO DA EDUCAÇÃO E DA SOCIEDADE

II SIMPÓSIO BAIANO “MEDICALIZAÇÃO DA EDUCAÇÃO E DA SOCIEDADE: DA CRÍTICA À CONSTRUÇÃO DE PRÁTICAS DESMEDICALIZANTES 31 de Julho a 1 de Agosto Dando continuidade ao debate aprofundado sobre a medicalização da educação e da sociedade na Bahia, temos a alegria de apresentar o nosso II Simpósio Baiano “Medicalização da Educação e da Sociedade: da crítica à construção de práticas desmedicalizantes”.   Como o título do evento já sugere, a luta contra a medicalização da vida deu importantes passos nesses dois anos que separam este…

Leia mais >>