Fórum sobre Medicalização da Educação e da Sociedade admin – Página: 3 – Fórum Sobre Medicalização da Educação e da Sociedade

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A TECNOLOGIA A FAVOR DA DESMEDICALIZAÇÃO. POTENCIALIZANDO ARENAS DE DISCUSSÃO.

*Texto originalmente publicado na Rede Humaniza SUS.

 

É senso comum pensar na tecnologia como algo antitético aos processos humanos. Essa imagem surge de um pressuposto simples, a de que existe um homem natural de um lado e de outro um sócio-tecnológico. Não vamos desconstruir essa noção nesse texto, mas vamos apenas afirmar que o ser humano é um ser tecnológico por ‘natureza’, e grande parte do que chamamos de ‘instinto’ é cultural e historicamente moldado. Pensar o ser humano dentro da tessitura social inclui as suas relações com as tecnologias, criadas e desenvolvidas por ele mesmo.

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E é por isso que o Fórum sobre Medicalização da Educação e da Sociedade vem apostando, desde o seu início, em novas formas de atualizar a potência da vida, e uma de suas estratégias tem sido o uso das tecnologias e mídias sociais. No mundo contemporâneo, a vida está perpassada pelas redes sociais, telefones celulares, web-conferências e nada mais estratégico do que ocupar esses espaços para promover a desmedicalização. A página do Facebook do Fórum conta com mais de 12mil seguidores, mas a pergunta que sempre nos fazemos é em que medida essas ferramentas realmente potencializam nossas ações. Não estaríamos apenas replicando a estética vigente do consumo e da espetacularização?

É no sentido de avaliar essas ações que o II Simpósio Baiano “Medicalização da Educação e da Sociedade: da crítica à construção de práticas desmedicalizantes” foi um evento em que testamos, mais uma vez, as ferramentas de transmissão online.

O evento contou com programação que incluiu um Conversando sobre o Fórum sobre Medicalização da Educação e da Sociedade e o Minicurso sobre Queixa Escolar, esse último ministrado por Beatriz de Paula e Souza. Encerrando as atividades do dia contamos com a exibição do Filme Tarja Branca seguida por uma sessão de debate e brincante com Lucas Luludico.

mesa de abertura fugiu do formalismo protocolar para lembrar as questões contemporâneas da aniquilação da vida, seja a biológica ou dos desejos. Como falar de novas formas de viver quando nos deparamos com forças totalizantes?

A tônica do evento foi a de ir além da crítica, e por isso as apresentações mostraram caminhos para potencializar os questionamentos e as ações propositivas e de interferência em nossa sociedade.

A abertura do evento foi uma crítica ‘lateral’ à medicalização, afinal, existe um ser medicalizante em nós?

A mesa (Des)Medicalizando a linguagem trouxe importantes contribuições para pensar o processo de leitura e de escrita como inseridas em processos culturais e sociais, e não naturais. O processo de escrita é sobretudo de experimentação, e não se pode limitá-lo às explicações orgânicas e/ou biológicas.

E se A educação não precisa ser medicalizada, Helena Rego Monteiro mostrou a potência das falas dos professores que nos lembram que ensinar é prática mais próxima ao artesanato do que da aplicação de métodos e kits de ensino, práticas em voga.

Modelos de escolas possíveis, e a urgência de novos formatos foi o recado de Beatriz de Paula Souza.

Demian Reis relembra o papel do brincar e o papel do palhaço no contexto da aprendizagem.

Na mesa Políticas Públicas e medicalização: avanços e desafios, Marilene Proença nos mostra como no cenário brasileiro, a educação como direito é um projeto em eterno debate e como por vezes acaba sendo cooptado por lógicas medicalizantes.

Walter Takemoto relata de que forma modelos de políticas públicas não se adequam à realidade local, afinal, uma escola que funciona tem receita?

Para as 400 pessoas que circularam pelo Simpósio, ele foi um espaço de troca; sentadas, observando as falas da porta de vidro ou pelo telão do lado de fora a experiência foi enriquecedora.
No Facebook o comentário de Cauan Reis mostra o que foi o evento.

“Levando em consideração os aspectos fundamentais do processo educativo da vida humana, a leveza com que a vida deve ser tratada, bem como a sua seriedade, não posso dizer outra coisa que não seja afirmar que este evento foi na medida exata da competência, da ética e da graça. Falar sério (mas com brincadeira e humor) de um assunto tão histórico, abordá-lo de uma forma lúdica e interdisciplinar é sem dúvidas edificador. Eu estou me formando em Psicologia agora, ou seja, ainda engatinhando eu diria, e ter acesso aos vários debates ocorridos me instigou ainda mais a correr atrás da defesa da educação da vida da forma como deve ser feita, sem naturalizar possíveis equívocos que não se “remediam” com química/medicamentos/drogas. A vida precisa retomar seu rumo humanizado e, sob o meu ponto de vista, este foi o objetivo – muito bem alcançado, eu diria – do II Simpósio. Parabéns aos organizadores e ao Fórum de Medicalização! Massa! Eu quero mais!”

Mas e para quem assistiu tudo à distância? Como terá sido?

Maria Izabel, soteropolitana, mas há três meses no Porto, Portugal, nos passa o seu relato.

“Tão perto de tão longe… assim me senti ao acompanhar de Portugal o II Simpósio Baiano “Medicalização da educação e sociedade: da crítica à construção de práticas desmedicalizantes”.
A tecnologia se constituiu como uma ferramenta que ampliou minhas possibilidades.
Não podia estar em dois lugares tão distantes ao mesmo tempo, mas graças a ferramenta a minha atividade foi ampliada ilimitadamente. E, então, sem precisar atravessar o Oceano Atlântico participei do Simpósio. A distância (6.756,36 km) deixou de ser empecilho e com a transmissão online ao vivo a participação foi possível. De um lado, em Salvador-Bahia-Brasil, filmadora, computador com conexão de internet, programas e sinal para a transmissão, mesa de som, microfone, cabos, fios; do outro lado, em Porto-Portugal, notebook com conexão de internet. A parafernália de instrumentos garantiu a proximidade, o que significa dizer que a invenção (ou melhor, um conjunto de inventos) do ser humano encurtou a distância. Interessante que, além da possibilidade de assistir o evento, a tecnologia possibilitou a participação e o contato com as pessoas através da comunicação no facebook e no chat do canal de transmissão. Assim, a participação foi garantida e potencializada com a troca e o diálogo.”

Os novos territórios e espaços de mobilização e atuação começam a subverter a geografia cartesiana clássica, nesse novo mapa humano a tecnologia nos auxilia a debater temas tão importantes de forma democrática e cada vez mais abrangente.

Novos tempos e novas formas de organização que precisam ser constantemente pensados, em 18 de Outubro, o Fórum se reune para repensar suas ações e rumos em seu II Seminário Interno.

Defender a diversidade dos modos de aprender e viver depende do constante questionamento das forças totalizantes.

Núcleo BH e Região Metropolitana

O Núcleo Belo Horizonte e Região Metropolitana foi constituído durante o I Seminário Sobre Medicalização em Belo Horizonte Na programação do seminário tivemos três mesas que abordaram os seguintes temas: medicalização da infância e no contexto educacional; reflexões em torno do DSM-5 e  por fim sobre consumo excessivo de medicamentos sobretudo psicotrópicos. Ao final do evento constitui-se assim o Núcleo BH e região metropolitana que marcou a primeira reunião a ser realizada no dia 5 de setembro de 2013 na sede do Conselho Regional de Nutrição.…

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Medicalização da Vida Escolar

Medicalização da Vida Escolar é um filme realizado por Helena Rego Monteiro com os atores Claudia Paiva e Osvaldo Mil em 2006 e faz parte das pesquisas desenvolvidas durante o mestrado em educação realizado por Helena na Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro (2004-2006).

Nota de Apoio à Portaria 986/2014 da Secretaria Municipal de Saúde da Prefeitura de São Paulo

  O Fórum sobre Medicalização da Educação e da Sociedade vem a público reiterar o seu apoio à Portaria 986/2014, da Secretaria de Saúde da Prefeitura de São Paulo, que institui um novo protocolo para a dispensação do Metilfenidato. Apesar do que vem sendo noticiado por diversos veículos de comunicação, a portaria não restringe ou burocratiza o acesso ao medicamento. Ao contrário, o que a Portaria 986/2014 institui é a regulamentação da dispensação do Metilfenidato, que deve ser acompanhada e indicada por equipe multiprofissional. Uma…

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II SIMPÓSIO BAIANO MEDICALIZAÇÃO DA EDUCAÇÃO E DA SOCIEDADE

II SIMPÓSIO BAIANO “MEDICALIZAÇÃO DA EDUCAÇÃO E DA SOCIEDADE: DA CRÍTICA À CONSTRUÇÃO DE PRÁTICAS DESMEDICALIZANTES 31 de Julho a 1 de Agosto Dando continuidade ao debate aprofundado sobre a medicalização da educação e da sociedade na Bahia, temos a alegria de apresentar o nosso II Simpósio Baiano “Medicalização da Educação e da Sociedade: da crítica à construção de práticas desmedicalizantes”.   Como o título do evento já sugere, a luta contra a medicalização da vida deu importantes passos nesses dois anos que separam este…

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CARTA DE SÃO PAULO – FÓRUM SOBRE MEDICALIZAÇÃO DA EDUCAÇÃO E DA SOCIEDADE

Entre os dias 10 e 13 de julho de 2013, na cidade de São Paulo, realizamos o “III Seminário Internacional Educação Medicalizada: reconhecer e acolher as diferenças”, importante momento de debates que alimentam o enfrentamento da medicalização da vida. Encerrando o evento, nós, do Fórum sobre Medicalização da Educação e da Sociedade, tornamos públicas algumas reflexões à luz do contexto atual e que,entendemos,devem acompanhar aqueles que assumiram essa causa. Não é possível contar a história do Fórum sobre Medicalização da Educação e da Sociedade sem…

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I Seminário sobre Medicalização da Educação e da Sociedade do Leste de Minas Gerais

DATA: 22/05/2013 – 8h às 18h LOCAL: Auditório do Colégio Estadual – Rua Sete de Setembro, No. 2.479 – Centro – Governador Valadares / MG   PROGRAMAÇÃO PERÍODO DA MANHA: 8hs 20min – Abertura 8hs 40min – Palestra: Trajetória de constituição do Núcleo Leste de Minas -Marcus Macedo da Silva – Psicólogo; Especialização em Saúde Mental pela ENSP/FIOCRUZ-RJ; Mestre em Educação e Inclusão Social pela FaE/UFMG; Conselheiro do Conselho Regional de Psicologia de Minas Gerais (CRP/MG); Psicólogo da Rede de Saúde Mental de Governador Valadares…

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A PSICOFOBIA E O TDAH

  A psicofobia é um transtorno muito comum hoje em dia, especialmente no público dos especialistas ou dos que pretendem diagnosticar o TDAH. Seu sintoma básico é o temor (fobia) do sujeito (psique = alma, mente), expresso no enquadramento e silenciamento daqueles que, ao receberem o veredicto de “transtornados” ou “hiperativos”, são sentenciados e condenados através de um diagnóstico. A condenação e silenciamento dos sujeitos se realiza através da alegação de que há alterações na circulação de dopamina, catecolamina ou noradrenalina nos cérebros das pessoas…

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O florescente mercado das “desordens psicológicas”

por Olivier Appaix – Le Monde Diplomatique – Edição 53 – Dezembro 2011. Surgido há 50 anos, o uso de antipsicóticos, a despeito de seus pobres resultados, tornou-se maciço na medicina psiquiátrica norte-americana. Na população geral, 1.100 pessoas (850 adultos e 250 crianças) se unem todos os dias à lista dos destinatários da ajuda financeira federal por motivo de problema mental severo Criada em 2008, em Denver (Colorado), a empresa de exames médicos de imagem CereScan pretende diagnosticar os problemas mentais por meio de imagens do cérebro.…

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Eventos realizados

27/10: Evento Medicalização e Psicopatologização da Vida e Oficina de Orientação, em Joinville AGENDE-SE: Joinville será sede do evento sobre Medicalização e Psicopatologização da Vida, com a participação da Dra. Carla Biancha Angelucci. Haverá uma oficina no período da tarde. Inscrições abertas aqui no site do CRP-12, participe! Ocorrerá em Joinville, no próximo sábado (27/10), a partir das 9h, na sala Araucária do Hotel Bourbon – anexo ao shopping Mueller – o evento sobre Medicalização e Psicopatologização da Vida, com a participação da psicóloga, doutora…

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Manifesto contra o PL da Dislexia

Clique aqui e assine o manifesto | Veja as assinaturas Está em andamento na Câmara Municipal de São Paulo um Projeto de Lei (PL) que propõe serviços especializados em dislexia voltados a alunos da rede municipal de ensino. Tende a atribuir a um suposto distúrbio neurológico genético dos alunos a explicação para suas dificuldades em aprender a ler e a escrever produzidas, essencialmente, por problemas no ensino, estigmatizando-os. Duplica ações de competência da Saúde, do SUS, dentro de uma concepção retrógrada de assistência à Saúde…

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